Docway foca na telemedicina em 2020

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A startup segue como plataforma para intermediar atendimento domiciliar de médicos, mas pretende se consolidar como uma grande referência nacional em orientações e triagens via vídeo

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Com 4 milhões de vidas em sua carteira, a Docway espera realizar entre 35 e 40 mil atendimentos em 2020. A startup promove, por meio de sua tecnologia, o encontro entre médicos e pacientes, inclusive à distância, realizando triagens e orientações por meio de vídeos. Atualmente, a plataforma está presente em 440 cidades do país e conta com mais de 4,6 mil profissionais cadastrados para o atendimento domiciliar e telemedicina, com serviços de teleorientação e teletriagem.

O CEO da Docway, Fabio Tiepolo, conta que o foco da empresa para 2020 será ampliar o conhecimento da telemedicina tanto para os atuais clientes quanto para novos. “Vamos manter a qualidade e investimentos no atendimento domiciliar. É um grande diferencial, inclusive em relação à teleorientação e teletriagem. Temos uma grande rede de médicos espalhados pelo Brasil, que mitigam os riscos inerentes à telemedicina”, explica Tiepolo. “Vamos continuar treinando e capacitando médicos para que tragam a propedêutica para a telemedicina e refletir qualidade, visando o melhor atendimento para os nossos pacientes”, reforça.

Segundo Tiepolo, o público tem aderido e avaliado de forma positiva as orientações via vídeo. “É muito esclarecedor o atendimento via vídeo, já que o médico tem condições de fazer boas avaliações e tirar, de fato, as dúvidas que os pacientes trazem. Obviamente, acaba dando conveniência para todo mundo, inclusive pessoas que não querem ou não podem sair de casa para ir ao consultório por uma dúvida, melhorando o acesso ao sistema de saúde”, relata o CEO da Docway.

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Atendimento viável no mundo

No início de 2019, a Resolução 2.227/18, do Conselho Federal de Medicina (CFM), entrou em vigor, autorizando as teleconsultas, telecirurgias e telediagnósticos, entre outras formas de telemedicina. Na sequência, a medida foi revogada e segue em discussão no âmbito do CFM, aguardando uma nova regulamentação. Atualmente, está em vigor a antiga regra, a Resolução 1.643/02, que autoriza a telemedicina como um meio de orientação dos pacientes. “Esperamos que as discussões sobre a nova regulamentação saiam neste ano. Atualmente, a teleorientação é restrita, porém a regulamentação vigente permite o uso de ferramentas importantes, que trazem benefícios consideráveis ao público”, diz Tiepolo.

Entre as vantagens da telemedicina, estão, por exemplo, a facilidade de acesso a serviços após o horário normal de funcionamento e a redução do incômodo do paciente e família com locomoção até centros médicos. A telemedicina pode, ainda, quando totalmente aprovada, promover serviços como agendamento de consultas e prescrição de remédios e renovação de receitas médicas. Existe uma urgência em aumentar a evidência das aplicações de tecnologias ligadas à telessaúde, já que as clínicas e pacientes estão cada vez mais familiarizados com o uso de ferramentas tecnológicas para facilitar o dia a dia.

Toda essa tecnologia engloba, por exemplo, consultas em tempo real com especialistas em áreas como clínica geral, pediatria, médico da família e geriatria; atendimentos primários por telefone ou vídeo; prescrição e monitoramento da adesão, gerenciamento de tratamentos a longo prazo; tecnologia de transferência de dados e imagens de radiografia; cuidados com ferimentos; e consultas especiais realizadas por videoconferência e transmitidas com segurança por imagens em alta resolução.

Em países onde já é uma realidade, a telemedicina apresenta números muito interessantes e empolgantes. Uma pesquisa realizada pela consultoria Towers Watson mostrou que o potencial de economia da telemedicina nos Estados Unidos seria de US$ 6 bilhões por ano para as empresas. Na Inglaterra, um programa de telemedicina, que envolveu 6 mil pacientes (sendo 3 mil deles com diabetes, problemas cardiológicos ou pulmonares) e 238 médicos, apontou benefícios para todos os envolvidos. Uma redução de, ao menos, 8% nas tarifas e um potencial de queda de 45% nas taxas de mortalidade; de 20% nas admissões por emergências; de 14% nas consultas eletivas; e de 15% no atendimento a acidentes e emergências.

Segundo o CEO da Docway, trata-se de um avanço inegável para a medicina brasileira, adotado por muitos países. “É uma ferramenta de acesso à saúde e redução de custos. Também consegue otimizar o tempo médico e dar sustentabilidade aos sistemas de saúde público e privado, gerando benefícios para todos os envolvidos”, diz. Um relatório do Market Reports estima que a telemedicina global deve crescer de US$ 21,9 bilhões em 2017 para US$ 40,6 bilhões até o fim de 2024, com uma taxa de avanço anual de 9,19%. “Já temos um sistema 100% operacional, mas ainda estamos aguardando a regulamentação para colocá-lo para rodar. Por enquanto, estamos apostando em teletriagens e orientações, que fazem uma grande diferença quando uma pessoa não sabe se deve ou não ir a um posto de atendimento. E a gente percebe que cresce cada vez mais o número de pessoas que evitam esse deslocamento desnecessário”, completa Tiepolo.

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