Prescrição médica digital é uma solução ágil e inteligente em tempos de pandemia

No novo normal, telessaúde auxilia as pessoas a terem acesso à prescrição médica digital para comprar medicamentos de forma descomplicada

A cada dia que passa, a tecnologia possibilita mais inovações no mercado da saúde. As consultas à distância por meio da telemedicina já são uma realidade no Brasil desde que a pandemia do novo coronavírus mudou a forma das pessoas viverem. Dessa forma, o Governo Federal sancionou a Lei 13.989/20, que regulamenta, em caráter temporário, a prática da medicina através de plataformas digitais. Nesse contexto, a receita médica digital, acabou se tornando uma necessidade e também uma grande aliada para que os profissionais possam fazer prescrições aos pacientes à distância.

A receita eletrônica pode ser apresentada como um documento digital, que deve ter a assinatura do prescritor certificada digitalmente, ou seja, o médico precisa possuir a autorização para realizar esse tipo de prescrição, segundo a regulamentação da ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira), sistema de certificação digital brasileiro. Ainda neste âmbito, conforme a Lei 13.989/20 e pela Portaria da Telemedicina, editada pelo Ministério da Saúde, o receituário pode ser enviado em formato digital, seja por email ou mesmo por aplicativos, assim o paciente pode encaminhar o documento à farmácia para a compra do medicamento.

É importante enfatizar, que para preservar o paciente e também as farmácias, o Governo Federal criou uma forma de validação dessas prescrições e também atestados médicos pela internet. O “Validador de Documentos Digitais” permite que médicos, pacientes e farmacêuticos mantenham o relacionamento de forma 100% online e com segurança no envio de documentos. A Docway é uma das empresas que se adaptou a esse novo serviço, o Responsável Técnico Médico da empresa, Dr. Aier Adriano Costa, explica que os certificados digitais são gerados por empresas especializadas na validação e confirmação dos dados dos médicos, e somente com este certificado é possível que o profissional assine as prescrições digitais. “É um processo muito seguro, porém para evitar qualquer tipo de fraude o médico deve ter cuidado com suas senhas e só utilizar seu certificado digital em computadores de uso pessoal ou que sejam seguros, devendo evitar computadores públicos. O paciente a qualquer momento consegue verificar se o documento digital foi assinado digitalmente e se é um documento válido através do site: assinaturadigital.iti.gov.br”, enfatiza Costa.

O portal de validação de documentos digitais foi criado pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), com apoio técnico dos Conselhos Federais de Medicina e de Farmácia. Sua principal função é a validação das receitas em meio digital (formato PDF) quanto a sua autoria, se assinada por um médico habilitado, e se dispensada por um farmacêutico. Permite ainda verificar a integridade do documento assinado com certificado digital ICP, ou seja, confirma se ele não foi ou não adulterado.

Dentro dessa nova realidade, receber uma receita médica por SMS ou email é uma facilidade real e palpável. Além disso, para se conseguir uma, é preciso passar por uma consulta, da mesma maneira que seria no mundo pré-isolamento social. Assim o tratamento é direcionado por um médico, que explica e engaja o paciente a ter os cuidados adequados. “A prescrição digital tem inúmeros benefícios. Sabemos que as entradas nos serviços de saúde estão difíceis, superlotadas e grande parte dos atendimentos pode ser resolvida com uma orientação adequada aliada à prescrição médica. Desta forma, os serviços de telemedicina podem realizar consultas, desafogando o sistema. Além disso, neste momento de pandemia ainda se reduz o nível de contaminação e disseminação do coronavírus”, enfatiza o Responsável Técnico Médico da Docway.

Esse ecossistema digital criado para as demandas da saúde durante a pandemia se torna necessário, garantindo o acesso à saúde. Tudo parte da teleconsulta, pois assim o paciente evita a automedicação, tendo mais segurança em seu tratamento, mostrando como o uso da telemedicina pode ser uma ferramenta ágil e eficaz para o déficit dos serviços de saúde. “A telemedicina veio para facilitar e dinamizar o Sistema de Saúde, além de solucionar os problemas de baixa complexidade de maneira rápida, sem a necessidade de deslocamento do paciente e do médico. Além disso, a telemedicina tem também a finalidade de direcionar o paciente para uma melhor assistência médica, seja ela para um pronto atendimento ou a um especialista, caso necessário. Sendo assim, a telemedicina se torna uma maneira importante de diminuir significativamente as filas de atendimento presencial facilitando, assim, o atendimento de quem realmente precisa”, finaliza Costa. 

A telemedicina pode se transformar na solução para ampliar o acesso ao atendimento médico no Brasil

As ferramentas tecnológicas, em especial a telemedicina, são vistas por especialistas como uma forma de potencializar e reverter aspectos negativos da gestão da saúde no Brasil

Em um mundo com cada vez mais presença digital, os serviços que não se remodelarem ficarão obsoletos. Seja na forma de estudar, trabalhar, comprar ou até mesmo receber o atendimento de profissionais de diversas áreas. Na medicina, esse fenômeno tecnológico tem acontecido nos últimos anos, mas por conta da pandemia do novo coronavírus, muita coisa acabou sendo acelerada pela necessidade de atender os pacientes de forma remota. O Brasil é um país de dimensão continental e muitas pessoas têm se beneficiado da telessaúde desde que ela foi autorizada em caráter emergencial em decorrência do Projeto de Lei 696/20, proposto pela Deputada Federal Adriana Ventura, com foco no tratamento da Covid-19.  

Essa liberação ainda não é definitiva, visto que esse tipo de atendimento só está autorizado enquanto a saúde pública estiver em colapso por conta da pandemia. Para Fabio Tiepolo, CEO e fundador da Docway, empresa brasileira de inovação com foco em saúde, todo o ecossistema precisa estar preparado para que a telemedicina funcione de forma efetiva no país. “Nosso foco na Docway é continuar investindo em inovação, disponibilizando novas tecnologias, e impulsionando nossos serviços dentro de diversos segmentos. Sendo assim, estaremos preparados para assumirmos as novas demandas que serão geradas quando a prática for oficialmente liberada no país”, enfatiza o CEO.

O Diretor Corporativo de telessaúde da operadora de planos de saúde Hapvida, José Luciano Cunha, afirma que é difícil dissociar a economia do impacto social que a telemedicina pode proporcionar na vida das pessoas. “Segundo dados do IBGE de 2019, temos mais de 72% da população brasileira conectada à internet, além de cada vez mais sinal de redes 2G e 3G nas regiões rurais. Isso acaba auxiliando na troca de informações entre o paciente e o profissional, pois a telemedicina não é apenas uma troca de mensagens, mas sim uma troca de informações entre os dois e essa tecnologia facilita o acesso à saúde”, explica Cunha.

Só por este motivo, já é importante analisar o quanto seria benéfico se os órgãos públicos conseguissem incluir a telemedicina como um serviço de saúde comum no país. Assim como uma consulta tradicional, a teleconsulta também precisa de uma infraestrutura adequada e profissionais habilitados para realizar esse tipo de atendimento. “Todo o ecossistema precisa estar preparado para a telemedicina, em especial a teleconsulta. O profissional deve se preocupar com segurança de dados, com a postura durante o atendimento, com a maneira que deve falar com o paciente, pois em uma teleconsulta existe a barreira física e tudo precisa ficar muito claro”, ressalta Tiepolo.

Muitos acreditam que a telessaúde é regulamentada em todo o mundo e que apenas o Brasil está atrasado, mas se enganam. “Nos Estados Unidos, o maior crescimento no setor foi nesse momento, devido à pandemia, afinal, eles também tinham problemas regulamentares, e agora, acreditam que a telemedicina veio pra ficar, mas ela já existia antes”, comenta Cunha. A telemedicina deve ser encarada como um recurso que vem para somar. “Além disso, é uma excelente ferramenta para viabilizar os sistemas de saúde e otimizar o tempo médico, gerando benefícios para todos os envolvidos e colocando o Brasil em linha com as boas práticas adotadas por outras nações”, completa Tiepolo.

O que esperar da legislação para Telemedicina no Pós-COVID-19?

Por Fabio Tiepolo*

Após anos de debate, o Projeto de Lei 696/20, proposto pela Deputada Federal Adriana Ventura, autorizou em caráter emergencial a prática da telemedicina por conta da epidemia do novo coronavírus no Brasil, e do isolamento social adotado na tentativa de evitar a propagação do vírus. Essa liberação ainda não é uma regulamentação em definitivo, visto que esse tipo de atendimento só está autorizado enquanto a saúde pública estiver em colapso por conta da pandemia. Mas, podemos entender essa medida como um avanço em uma prática cada vez mais condizente com o mundo em que vivemos.

A telemedicina é um termo que engloba a utilização de ferramentas tecnológicas para facilitar o acesso e o atendimento à saúde para a população. De acordo com o artigo “Telehealth”, do The New England Journal of Medicine, existem quatro objetivos a serem alcançados pelo sistema de saúde que podem ser auxiliados por esse método: melhorar a experiência do paciente durante o atendimento; melhorar a saúde da população; reduzir o custo per capita de cuidados com a saúde; e melhorar a experiência em serviços de saúde.

Médicos e pacientes podem se comunicar por videochamadas para realizar o atendimento, tendo como ferramentas aplicativos especializados. A inserção da telemedicina na rotina das pessoas tem benefícios econômicos e sociais. Da mesma forma como reduz o gasto de operadoras de saúde, influenciando em menores custos para o usuário final, também será possível levar atendimento a locais com maior dificuldade de acesso à saúde. Assim, existem maneiras de conciliar tratamento com prevenção de doenças de baixa complexidade, ajudando a evitar que as pessoas posterguem os cuidados com a saúde.

É inegável que se trata de um avanço necessário para a medicina brasileira. Aliás, os principais países do mundo já usam o modelo como uma forma de acesso à saúde e para a redução de custos. Além disso, é uma excelente ferramenta para viabilizar os sistemas de saúde e otimizar o tempo médico, gerando benefícios para todos os envolvidos e colocando o Brasil em linha com as boas práticas adotadas por outras nações.

Espera-se que esse primeiro “teste” do uso da telemedicina acelere a sua autorização de maneira definitiva, já que foi possível perceber vários benefícios de sua prática. Com essa nova percepção sobre a telemedicina, ganham-se diversas vantagens, e alguns outros setores precisarão se adaptar a essa nova realidade. Por exemplo, as operadoras de serviço de internet vão sentir a necessidade de entregar seus serviços com mais qualidade, dado que será indispensável para a comunicação entre médico e paciente. Isso também vai influenciar a disputa com a concorrência.

No entanto, não se trata somente de regulamentar e esperar que o sistema funcione de forma adequada. O conceito de telemedicina e suas variações é muito amplo e é necessário atenção para o entendimento e desempenho adequado dessa modalidade de serviço, para que seja realizado pelos médicos com ética. Vale lembrar que é um ínicio, e que a Frente Parlamentar do Congresso junto ao Conselho Federal de Medicina estão em constante discussões de temas sensíveis como este.  

*Fabio Tiepolo é CEO e Founder da Docway.

Docway investe em tecnologia de ponta para proporcionar a melhor experiência para seus usuários

Parceria entre a Docway e a empresa californiana Twilio utiliza a tecnologia com excelência para fornecer telemedicina para empresas e pessoas

CURITIBA, 19/06/2020 – Tendo como base o uso da tecnologia como aliada para fornecer experiências únicas com eficiência, a Docway, empresa de inovação com foco em saúde, desde o início do ano passado oferece o serviço de teleorientação e telemedicina. Anteriormente, a empresa tinha foco em orientações e triagens médicas. Opera agora em um modelo B2B2C, fornecendo assistência médica por vídeo e telefone, chamando a atenção de prestadores de serviços primários e planos de saúde, principalmente no momento atual de isolamento social, no qual o mundo está inserido.

Desde o início das operações, a empresa focou em desenvolver parcerias com fornecedores que estivessem alinhados com o seu objetivo. A primeira aconteceu em 2017, e desde então, a empresa oferece soluções de tecnologia e expertise na área da saúde às maiores operadoras de saúde e seguradoras do Brasil. As soluções podem ser disponibilizadas dentro dos canais da Docway ou integradas aos canais das operadoras parceiras. “No começo, precisávamos fazer parceria com operadoras de saúde que nos permitiriam prestar um serviço extremamente relevante, não apenas para o paciente, que muitas vezes se perde no sistema de saúde, mas também para profissionais da área”, explica Fábio Tiepolo, CEO da Docway.

Com a chegada de um grande parceiro de negócios, uma das maiores operadoras de saúde do país, foi necessário aumentar o volume de serviços prestados pela empresa, assim como garantir escalabilidade, segurança e ter como atender a todos com excelência, mesmo com a crescente no volume de atendimentos. A Twilio, empresa de plataforma de serviços em nuvem “as a service”, com sede em São Francisco, na Califórnia (EUA), veio para somar nesse contexto, trazendo mais possibilidades e segurança para a Docway.

O Líder de Tecnologia da Docway, Vinícius Reis, estava em busca de uma solução que oferecesse estabilidade no serviço de vídeo, quando encontrou a empresa californiana. “Quando apresentei o projeto com a Twilio como fornecedor, a principal pergunta que me foi feita foi: Se precisarmos ampliar a operação e crescer 30 vezes, seremos capazes com esta tecnologia? Depois de analisar várias soluções, sentimos que a Twilio tem a estabilidade que precisávamos, com segurança, alto desempenho e infraestrutura. Sem mencionar que também poderíamos explorar outras soluções de comunicação, deixando nossa operação centralizada em um único parceiro”, afirma Reis.

Aumento da demanda devido à pandemia da Covid-19

A média de consultas via telemedicina da Docway em 2019 era de mil consultas mensais, número que aumentou exponencialmente com a chegada da Covid-19 no Brasil, atingindo cerca de 65 mil teleconsultas em um único mês, no início da pandemia. As chamadas telefônicas dispararam também, atingindo mais de 5 mil contatos por dia.

“Tivemos duas semanas para ajustar nossa operação à pandemia do novo coronavírus. Recrutamos médicos, adaptamos a equipe interna seguindo as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e contratamos uma plataforma de Business Intelligence. Uma das poucas coisas que não me preocuparam durante esse período foi a Twilio. Eu sabia que essa solução suportaria o aumento de volume”, enfatiza Tiepolo.

Como as empresas podem preservar a saúde de seus colaboradores durante a quarentena

Além de manter um contato próximo mesmo em tempos de home office, a telemedicina pode ser uma saída prática para quando seja necessário um atendimento especializado

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O mundo profissional vem se transformando diariamente por conta da pandemia do novo coronavírus. Não é apenas a adaptação e logística de trabalhar de forma remota que precisam ser levadas em consideração, mas os profissionais precisam entender a nova rotina e o choque de realidade sentido com a mudança emergencial que foi necessária para diminuir a curva do contágio e evitar mais pessoas infectadas com o vírus. Se no mundo antes da pandemia as empresas já precisavam prover um ambiente de trabalho saudável, essa missão agora tem um papel ainda mais importante. Além de recursos como equipamentos, interação social e ajuda financeira extra, o apoio médico e psicológico devem ser priorizados durante o isolamento.

O Brasil é o país com o maior número de ansiosos do mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), são cerca de 18 milhões de brasileiros que sofrem de ansiedade. Número que tende a crescer com a vida dentro de casa. Agora, mais do que nunca, as empresas precisam ficar atentas com a saúde de seus colaboradores, pois muitos deles só têm contato diário com os colegas de trabalho. Confira algumas dicas para ajudar esses profissionais durante o período de home office:

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Conversar com o time

É importante entender não apenas como está a rotina de trabalho do colaborador, mas também como está sua vida nesse novo momento. Perguntar sobre o dia a dia, como estão os filhos e os animais de estimação, pode ser uma forma de mostrar empatia e preocupação. “Nós temos sugerido discussões sobre temas relevantes para que as pessoas possam se cuidar, principalmente em relação a COVID-19 e saúde mental, seja por webinars ou comunicação interna, procurando um equilíbrio dentro do contexto que estamos vivendo”, explica Paula Valente, área de Pessoas da Docway.

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Investir em Telemedicina

Muitas vezes o colaborador só precisa de uma orientação, de uma consulta ou ainda de uma receita, é nesse contexto que a telemedicina pode ajudar nesse novo momento. Ganham-se horas de trabalho, pois é possível ver um médico de dentro da própria casa, com um horário marcado, ali mesmo, no home office, com um atendimento muito mais prático e rápido. “É muito mais seguro e confortável, as empresas agora precisam pensar fora da caixa, a Docway é uma solução simples que pode resolver muitos problemas, saindo do padrão de oferecer uma palestra sobre alimentação saudável ou um simples plano de saúde para seus colaboradores, somos uma solução que engloba várias áreas da saúde, com consultas personalizadas para cada pessoa”, ressalta Paula.

Além de resguardar a vida dos empregados nesse momento que se vive uma pandemia mundial, ninguém é exposto ao vírus indo no hospital ou posto de saúde, todo o atendimento é feito através de uma vídeo chamada com o médico, como uma consulta presencial. O profissional pode receitar remédios, pedir exames, tudo como em uma consulta presencial normal.

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Monitore ainda mais de perto as jornadas de trabalho

É comum que por conta das demandas dos afazeres domésticos ou mesmo por se distrair com algo na TV, com os filhos ou pet que o colaborador perca a hora e trabalhe mais que o combinado. Fique atento para que isso não se torne uma rotina, lembre-o de que é necessários criar uma rotina para o seu próprio bem.

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Sobre a Docway

Principal solução de telemedicina do Brasil, a Docway surgiu em 2015 com o objetivo de facilitar a vida de quem precisa de atendimento médico humanizado, por meio da tecnologia. Hoje, conta com mais de 100.000 usuários, está presente em mais de 340 cidades, entre elas todas capitais do país. Graças ao projeto inovador, hoje é possível fazer uma atendimento médico sem sair de casa, facilitando o dia a dia de quem precisa de cuidados médicos com um atendimento exclusivo e diferenciado. Além disso, nos últimos meses, em parceria com as principais operadoras de saúde do Brasil, a Docway passou a oferecer soluções em telemedicina focadas na Covid-19.

Telemedicina pode se transformar em uma importante ferramenta contra a epidemia mundial do Coronavírus

Empresas brasileiras investem em solução que auxilia no atendimento médico para triagem ou para esclarecer pequenas dúvidas, diminuindo as chances de exposição ao novo vírus

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Há meses, o mundo assiste com muita preocupação as notícias sobre o surto de casos de pneumonia causado por um novo coronavírus, identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, em Wuhan, província de Hubei, na China. Além de milhares de casos no país de origem, com centenas de mortes, o Covid-19, como foi nomeado o vírus, já foi detectado em diversos outros países, entre eles Taiwan, Tailândia, Japão, Coréia do Sul, França, Canadá e Estados Unidos, deixando o Planeta todo em alerta. No Brasil, já são mais de trinta casos confirmados e, aproximadamente, mil casos suspeitos.

Os principais sintomas do novo coronavírus são tosse seca, febre e cansaço. Alguns pacientes também podem sentir dores no corpo, congestionamento nasal, inflamação na garganta ou diarreia, sintomas que podem ser facilmente confundidos com uma gripe comum. Neste cenário, utilizar a telemedicina, termo que engloba a utilização de ferramentas tecnológicas para facilitar o acesso e atendimento à saúde para a população, pode ser uma solução para agilizar a triagem ou esclarecer pequenas dúvidas sobre o coronavírus.

Isso é possível graças ao trabalho da Docway, empresa brasileira de inovação com foco em saúde, que oferece um recurso importante unindo todas facilidades da tecnologia para ajudar no combate e também difundir informações sobre o coronavírus no país. A ideia da empresa é oferecer, em parceria com planos de saúde, teleorientação de forma rápida, reduzindo idas desnecessárias ao Pronto Socorro, e no caso do coronavírus, diminuindo uma possível exposição ao vírus. Afinal, toda a orientação é feita com o paciente no conforto de sua residência.

De acordo com a médica Carolina Pampolha, Head de Operações da Docway, uma das grandes vantagens da teleorientação está na facilidade em conseguir acesso a um médico clínico, no caso dos adultos, ou de um pediatra, no caso das crianças, ainda mais em um momento em que as pessoas estão em busca de informações e orientações sobre a doença. “É possível tirar dúvidas e solicitar orientações durante um atendimento por vídeo, pois um profissional habilitado vai analisar os sintomas e tomar a decisão mais adequada para o problema de saúde enfrentado pelo paciente. Se necessário, ele será encaminhado para o hospital”, explica.

O serviço de teleorientação é realizado pela Docway há mais de um ano e nesse tempo, cerca de 90% dos atendimentos feitos pela empresa não eram casos para expor o paciente aos riscos de um Pronto Socorro, por exemplo. Devido ao potencial de disseminação do coronavírus, a médica destaca a importância do encaminhamento imediato dos pacientes para um hospital nos casos em que eles apresentem febre e tosse ou sintomas respiratórios graves, acrescentado ao fato dele ter viajado para uma das áreas de risco ou ainda, que ele tenha tido contato com quem viajou. “Deve-se dar atenção especial às populações mais vulneráveis com os mesmos sintomas, que são os pacientes imunocomprometidos, com idade avançada, pacientes com comorbidades, como doenças cardíacas e pulmonares, nefropatas, pacientes oncológicos em tratamento e pacientes transplantados”, detalha a especialista.

Outra vantagem do modelo de atendimento proposto pela Docway fica por conta da falta de dependência do horário de funcionamento de clínicas e hospitais. Ou seja, o paciente pode ser atendido e esclarecer todas suas dúvidas sobre o coronavírus no lugar em que estiver. “A Docway acredita que toda e qualquer pessoa com uma necessidade de atendimento médico faça parte desse público que vai se beneficiar com a telemedicina. Existem as exceções, nas quais o paciente precisa ser encaminhado imediatamente para um pronto atendimento, porém, para que haja a certeza dessa necessidade, o atendimento à distância pode dar uma assistência e uma solução quase imediata em casos menos complexos”, completa Carolina Pampolha.

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Sobre o coronavírus

Os coronavírus humanos comuns, incluindo os tipos 229E, NL63, OC43 e HKU1, geralmente causam doenças leves a moderadas do trato respiratório superior, como o resfriado comum. A disseminação viral de pessoa para pessoa ocorre por meio de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra, semelhante à maneira como outros patógenos respiratórios se espalham. Os sintomas podem incluir coriza, dor de cabeça, tosse, dor de garganta e febre. Os coronavírus humanos podem causar, também, doenças do trato respiratório inferior, como pneumonia ou bronquite. Isso é mais comum em pessoas com doença cardiopulmonar, pessoas com sistema imunológico enfraquecido, bebês e adultos mais velhos.

Os coronavírus formam uma grande família de vírus capazes de causar doenças em pessoas e animais, incluindo camelos, gatos e morcegos. Raramente, os coronavírus de animais podem evoluir e infectar pessoas e, subsequentemente, estabelecer contágio direto entre humanos como aconteceu com outros coronavírus de origem animal, como MERS-CoV (Middle East Respiratory Syndrome Coronavirus) e SARS-CoV (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus). Os coronavírus MERS e SARS são capazes de provocar doenças graves, que podem evoluir para pneumonia e até levar o paciente ao óbito.

Docway é selecionada para programa de inovação da Unimed Fesp

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Startup foi uma das quatro escolhidas entre mais de 200 participantes, desenvolvendo solução de telemedicina para os médicos cooperados da entidade

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A Docway foi uma das quatro startups selecionadas pelo projeto Conexão Vitall, promovido pela Unimed Fesp, por meio do Vitall, e realizado em parceria com a Liga Ventures. Ao todo, foram mais de 200 projetos inscritos, sendo 40 avaliados mais profundamente, 15 selecionados para uma apresentação (pitch) e 4 escolhidos para o projeto. A escolha pela Docway se deu na categoria telemedicina. A Unimed Fesp (Federação das Unimeds do Estado de São Paulo) conta com 76 cooperativas associadas, que juntas somam mais de 4 milhões de beneficiários, 20 mil médicos cooperados e mais de 30 mil colaboradores.

“Nós fomos escolhidos para desenvolver soluções de telemedicina e já estamos participando de reuniões. Vamos usar o que já temos de experiência e tecnologia desenvolvida para disponibilizá-la aos médicos cooperados do Sistema Unimed paulista”, afirma o Head Comercial da Docway, Daniel Ropelatto. “Será um produto semelhante ao que oferecemos, mas específico para a Unimed e seus médicos cooperados, com foco na teleorientação – a orientação médica por vídeo. Nesse tipo de encontro, não há prescrição e nem fechamento de diagnóstico, apenas a orientação”, ressalta.

Com duração de 4 meses, o Conexão Vitall oferece acompanhamento às startups, acesso à rede de executivos das Unimeds de São Paulo, mentorias exclusivas com os tomadores de decisão da empresa e da rede do programa, composta por experts e executivos de mercado. O projeto é realizado em parceria com a Liga Ventures, a primeira aceleradora focada em conectar startups e grandes empresas do Brasil, que já acelerou mais de 100 startups em mais de 20 ciclos, focando na geração de negócios entre as empresas inovadoras e corporações parceiras.

De acordo com Ropelatto, o fato de ter sido selecionado por uma cooperativa de renome faz com que a companhia destaque o seu nome neste segmento – que está em expansão no país. “Nós temos diversos cases de sucesso, mas será a primeira vez com médicos cooperados. Como estamos lidando com a maior cooperativa de saúde do Brasil, vamos ter a porta de entrada para desenvolver outros negócios no país”.

Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro de 2019 (com dados de 2018), as cooperativas de saúde estão presentes em 85% dos municípios do país. Estima-se que cerca de 25 milhões de brasileiros são atendidos pelas cooperativas do ramo, por meio dos planos de saúde (médicos e odontológicos), clínicas, hospitais e serviços especializados. Em todo o país, são 786 cooperativas, congregando 200 mil cooperados e empregando 108 mil pessoas.

Ropelatto destaca que o propósito da Docway é desenvolver uma solução focada nos médicos cooperados. “Queremos levar o valor de nossa plataforma para os cooperados, para que eles tenham a oportunidade de fazer a teleorientação”, ressalta. Dentro do programa estabelecido pela Unimed Fesp, o processo de aceleração tem prazo de 4 meses para que seja apresentada uma solução funcional, mesmo que em formato piloto.

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Em ascensão

A Docway conta com 4 milhões de vidas em sua carteira. Em 2020, a estimativa da companhia é atender entre 35 e 40 mil pacientes – sem considerar os médicos cooperados da Unimed Fesp. A startup ganhou destaque nacional promovendo atendimento médico domiciliar, com uma rede que conta com 4,6 mil profissionais cadastrados para atuar em 440 cidades do país. Além disso, nos últimos meses tem focado sua atuação na telemedicina, desenvolvendo ferramentas de teleorientação e teletriagem.

Tecnologia permite que foliões tenham atendimento médico em qualquer lugar do país durante o Carnaval

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A  Docway, por exemplo, oferece atendimento domiciliar e ferramentas da telemedicina para quem não quer perder o feriadão na fila do hospital

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O feriado mais esperado pelos brasileiros chegou, porém, para aproveitar os dias de folia durante o Carnaval, é preciso ficar atento a uma série de recomendações e cuidados básicos com a alimentação, hidratação e proteção da pele. Afinal, boa parte das comemorações acontecem a céu aberto e não importa se tem chuva ou sol, a regra é não ficar parado!

Não se cuidou e está precisando de atendimento médico, mas quer um diagnóstico mais rápido para não perder o bloquinho na fila do hospital? Soluções tecnológicas na área da saúde surgiram para resolver esse problema, principalmente nos casos de baixa complexidade. A Docway, por exemplo, promove, por meio de tecnologia própria, o encontro entre médicos e pacientes. Atualmente, a plataforma está presente em 440 cidades do país e conta com mais de 4,6 mil profissionais cadastrados para o atendimento domiciliar.

Para receber um especialista no lugar em que estiver, basta o folião ter cadastro no aplicativo, disponível para os sistemas Android e iOS, e selecionar uma das especialidades desejadas, entre elas Pediatria, Clínico Geral, Medicina da Família e Geriatria, disponíveis na base da Docway. “Com esse serviço, além de toda a vantagem de ser atendido em qualquer lugar, o paciente evita deslocamentos e esperas cansativas. Afinal, ninguém quer ficar preso em hospitais e clínicas por horas e horas durante o Carnaval”, comenta Fabio Tiepolo, fundador e CEO da Docway.

Outra forma de falar com um médico é por meio do vídeo, uma das novidades do mercado, disponível através de planos de saúde ou seguradoras de viagem parceiras da Docway. A facilidade de acesso a esses serviços descomplica a dependência do horário de funcionamento de clínicas e hospitais, reduzindo, também, o deslocamento desnecessário até o local de atendimento. “A ideia é facilitar o acesso aos profissionais de saúde. Uma solução muito importante para quem precisa de orientações médicas, mas se encontra em regiões com poucas opções, como muitas áreas do litoral brasileiro, por exemplo”, detalha Tiepolo.

Além disso, a Docway realiza a operação desse serviço com médicos que fazem parte da própria base da empresa. “80% das pessoas que procuram o pronto-socorro não precisam de atendimento de urgência, e por meio do atendimento domiciliar, o médico tem condições de fazer boas avaliações e tirar, de fato, as dúvidas que os pacientes trazem. Obviamente, acaba dando conveniência para todo mundo, pois além de proporcionar um atendimento de qualidade em qualquer lugar que o paciente esteja, ele diminui a quantidade de pessoas que se deslocam para locais com grande concentração de doenças”, completa o CEO da Docway.

Seguindo cuidados básicos com a saúde e tendo todo suporte médico necessário em caso de problemas, os foliões só terão uma preocupação nos próximos dias: aproveitar o feriadão de Carnaval com muita tranquilidade e segurança.

Docway foca na telemedicina em 2020

A startup segue como plataforma para intermediar atendimento domiciliar de médicos, mas pretende se consolidar como uma grande referência nacional em orientações e triagens via vídeo

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Com 4 milhões de vidas em sua carteira, a Docway espera realizar entre 35 e 40 mil atendimentos em 2020. A startup promove, por meio de sua tecnologia, o encontro entre médicos e pacientes, inclusive à distância, realizando triagens e orientações por meio de vídeos. Atualmente, a plataforma está presente em 440 cidades do país e conta com mais de 4,6 mil profissionais cadastrados para o atendimento domiciliar e telemedicina, com serviços de teleorientação e teletriagem.

O CEO da Docway, Fabio Tiepolo, conta que o foco da empresa para 2020 será ampliar o conhecimento da telemedicina tanto para os atuais clientes quanto para novos. “Vamos manter a qualidade e investimentos no atendimento domiciliar. É um grande diferencial, inclusive em relação à teleorientação e teletriagem. Temos uma grande rede de médicos espalhados pelo Brasil, que mitigam os riscos inerentes à telemedicina”, explica Tiepolo. “Vamos continuar treinando e capacitando médicos para que tragam a propedêutica para a telemedicina e refletir qualidade, visando o melhor atendimento para os nossos pacientes”, reforça.

Segundo Tiepolo, o público tem aderido e avaliado de forma positiva as orientações via vídeo. “É muito esclarecedor o atendimento via vídeo, já que o médico tem condições de fazer boas avaliações e tirar, de fato, as dúvidas que os pacientes trazem. Obviamente, acaba dando conveniência para todo mundo, inclusive pessoas que não querem ou não podem sair de casa para ir ao consultório por uma dúvida, melhorando o acesso ao sistema de saúde”, relata o CEO da Docway.

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Atendimento viável no mundo

No início de 2019, a Resolução 2.227/18, do Conselho Federal de Medicina (CFM), entrou em vigor, autorizando as teleconsultas, telecirurgias e telediagnósticos, entre outras formas de telemedicina. Na sequência, a medida foi revogada e segue em discussão no âmbito do CFM, aguardando uma nova regulamentação. Atualmente, está em vigor a antiga regra, a Resolução 1.643/02, que autoriza a telemedicina como um meio de orientação dos pacientes. “Esperamos que as discussões sobre a nova regulamentação saiam neste ano. Atualmente, a teleorientação é restrita, porém a regulamentação vigente permite o uso de ferramentas importantes, que trazem benefícios consideráveis ao público”, diz Tiepolo.

Entre as vantagens da telemedicina, estão, por exemplo, a facilidade de acesso a serviços após o horário normal de funcionamento e a redução do incômodo do paciente e família com locomoção até centros médicos. A telemedicina pode, ainda, quando totalmente aprovada, promover serviços como agendamento de consultas e prescrição de remédios e renovação de receitas médicas. Existe uma urgência em aumentar a evidência das aplicações de tecnologias ligadas à telessaúde, já que as clínicas e pacientes estão cada vez mais familiarizados com o uso de ferramentas tecnológicas para facilitar o dia a dia.

Toda essa tecnologia engloba, por exemplo, consultas em tempo real com especialistas em áreas como clínica geral, pediatria, médico da família e geriatria; atendimentos primários por telefone ou vídeo; prescrição e monitoramento da adesão, gerenciamento de tratamentos a longo prazo; tecnologia de transferência de dados e imagens de radiografia; cuidados com ferimentos; e consultas especiais realizadas por videoconferência e transmitidas com segurança por imagens em alta resolução.

Em países onde já é uma realidade, a telemedicina apresenta números muito interessantes e empolgantes. Uma pesquisa realizada pela consultoria Towers Watson mostrou que o potencial de economia da telemedicina nos Estados Unidos seria de US$ 6 bilhões por ano para as empresas. Na Inglaterra, um programa de telemedicina, que envolveu 6 mil pacientes (sendo 3 mil deles com diabetes, problemas cardiológicos ou pulmonares) e 238 médicos, apontou benefícios para todos os envolvidos. Uma redução de, ao menos, 8% nas tarifas e um potencial de queda de 45% nas taxas de mortalidade; de 20% nas admissões por emergências; de 14% nas consultas eletivas; e de 15% no atendimento a acidentes e emergências.

Segundo o CEO da Docway, trata-se de um avanço inegável para a medicina brasileira, adotado por muitos países. “É uma ferramenta de acesso à saúde e redução de custos. Também consegue otimizar o tempo médico e dar sustentabilidade aos sistemas de saúde público e privado, gerando benefícios para todos os envolvidos”, diz. Um relatório do Market Reports estima que a telemedicina global deve crescer de US$ 21,9 bilhões em 2017 para US$ 40,6 bilhões até o fim de 2024, com uma taxa de avanço anual de 9,19%. “Já temos um sistema 100% operacional, mas ainda estamos aguardando a regulamentação para colocá-lo para rodar. Por enquanto, estamos apostando em teletriagens e orientações, que fazem uma grande diferença quando uma pessoa não sabe se deve ou não ir a um posto de atendimento. E a gente percebe que cresce cada vez mais o número de pessoas que evitam esse deslocamento desnecessário”, completa Tiepolo.