Trabalho híbrido é a tendência do mercado para 2023

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Modelo já é o preferido das empresas e deve ganhar mais espaço no próximo ano

A proximidade da virada de ano faz com que olhemos para trás em busca de erros e acertos. É assim na vida pessoal, é assim no âmbito profissional. Do ponto de vista de gestão de trabalho, essa premissa também é fundamental para buscar aprendizados, analisar tendências e projetar melhorias para o ano que está por vir. 

Nesta perspectiva, podemos categorizar 2022 como o ano da retomada. Após as experiências bem-sucedidas do home office e do avanço da vacinação contra a Covid-19, as empresas puderam testar com seus funcionários métodos mais eficazes e condizentes com a nova realidade do mundo. 

Líderes aprenderam a comandar (lembrem-se, líderes devem liderar, não mandar) suas equipes via reuniões on-line, troca de mensagens instantâneas e e-mail. Ganhou todo mundo, já que houve otimização do tempo e, em muitos casos, aumento de produtividade e faturamento. Mas o tête-à-tête – ou cara a cara, se você preferir – está longe de ser descartado. Então, que tal o meio-termo? 

Trabalho híbrido é a tendência para 2023  

A reta final do ano também marcou a retomada parcial e gradativa dos encontros presenciais. Algumas empresas mantiveram boa parte de seus funcionários no home office e outras retomaram rotinas normais de trabalho. Mas a tendência para o novo ciclo é que o trabalho realmente seja híbrido, com idas aos escritórios cada vez mais programadas e em escalas, o que pode trazer aumento na eficácia dos trabalhadores aliado a redução de gastos por parte das empresas. 
 

Aliás, a utilização dos escritórios como normalmente conhecemos realmente está com os dias contados. Com a possibilidade de tomada de decisões a qualquer momento por meio de tablets e celulares, cresce o uso de locais públicos para trabalho remoto, além de áreas de coworking advindas dessa modernização dos espaços tradicionais.

As palavras que devem definir essa relação daqui para frente são flexibilidade e bom senso. Isso vale para qualquer nível hierárquico, e adquirir a habilidade de se adaptar a diferentes rotinas de produção pode se tornar, quem sabe, até um soft skill (outro termo de tempos modernos) na hora da avaliação de currículos.  

O trabalho híbrido é realmente melhor?  

Recente levantamento do Google Workspace e da IDC Brasil mostra que, em 2022, 56% das empresas já adotam o trabalho híbrido rotineiramente. A efeito de comparação, apenas 44% utilizavam esse modelo no ano anterior. 

As empresas ainda vivem uma fase de adaptação, já que há os funcionários que se sentem melhor de forma totalmente remota e os que rendem o seu máximo apenas no contato presencial. Essa mescla, bem trabalhada pelos gestores, pode gerar bons resultados.  
 

Características do trabalho híbrido que devem ser levados em conta: 

Formação de profissionais mais completos – O trabalho híbrido exige o desenvolvimento de algumas habilidades dos empregados, como mais organização, tomada de decisão, senso de prioridade e comprometimento com novas rotinas. Um bom líder saberá potencializar esses novos atributos. 

Flexibilidade – Tanto gestores como liderados conseguem conciliar responsabilidades pessoais com as profissionais, desde que haja comprometimento e responsabilidade com entregas e prazos entre os envolvidos. Profissionais satisfeitos tendem a render melhor no exercício das atividades. 

Redução de gastos – Pelo lado do empregador, redução de contas de água, luz e telefone, menos gasto com espaço físico, manutenção de equipamentos ou serviços de infraestrutura, além de readequação do pagamento de vale transporte e refeição. 

Confiança – Confiar no time e dar autonomia é essencial para no modelo de trabalho híbrido. O Líder deve ser claro e objetivo na comunicação para garantir a entrega de bons resultados. Não podemos esquecer de mesurar o processo de feedback, ele deve ser realizado sempre que necessário para alinhar estratégias e bons trabalhos. 

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