Vamos falar sobre Hepatite C?

Seguindo nosso especial do mês de Julho, vamos conversar sobre Hepatite C?

O que é?

Hepatite C é uma doença viral que causa inflamação no fígado e é um dos três tipos mais comuns da hepatite viral. É uma doença silenciosa que raramente desperta sintomas. Na maioria das vezes, a pessoa não sabe que tem a doença e acaba descobrindo por acaso, através de algum exame de rotina ou durante uma doação de sangue. Pode aparecer também alguns sintomas de doença avançada no fígado, o que geralmente acontece décadas depois. 

O que causa a doença?

É causada pelo vírus C e sua transmissão ocorre por meio do contato com sangue contaminado. Isso pode acontecer por transfusão de sangue, acidentes com material contaminado ou por meio drogas injetáveis.

Quais são os sintomas?

Como vimos, a Hepatite C é uma doença silenciosa. Ela possui duas formas, a aguda e a crônica. A maioria das pessoas que está infectada com o vírus, possui a doença na sua forma crônica. Os seguintes sintomas podem aparecer: 

  • Dor abdominal 
  • Inchaço abdominal 
  • Sangramento no esôfago ou estômago
  • Urina escura
  • Fadiga
  • Febre
  • Coceira
  • Icterícia
  • Perda de apetite
  • Náusea e vômitos

Como funciona o tratamento?

É importante lembrar que nem todos os casos exigirão tratamento. Para saber, é preciso consultar o médico, que saberá informar se o caso exigirá terapia ou não. 

Nos casos em que o tratamento for necessário, a Hepatite C é trata com uma combinação de medicamentos antivirais que serão tomados ao longo de várias semanas. Para os casos mais avançados, um transplante é a opção mais viável. 

Hepatite C tem cura?

Sim! Com os tratamentos atuais, a cura da Hepatite C chega a 95%. Pode acontecer do tratamento não remover o vírus por completo, mas ele poderá reduzir a chance de doença hepática grave. Por isso, muitos médicos usam o termo “resposta virológica prolongada” em vez de “cura”.

E como prevenir a doença?

  • Não faça o uso de drogas ilícitas e não compartilhe seringas
  • Cuidado com piercings e tatuagens. Procure um local e um profissional de confiança. Aproveite para perguntar sobre a forma como a limpeza do equipamento é realizada e repare se os funcionários usam agulhas esterilizadas
  • Tenha seu próprio material de manicure
  • Sempre se proteja em relações sexuais, use preservativos! 

Você sabe o que é sarampo? Conheça mais sobre a doença que voltou para o Brasil!

O Brasil havia atingido algo espetacular em 2016: erradicar o sarampo. Porém, atualmente, três Estados brasileiros estão com surto ativo da doença: São Paulo, Pará e Rio de Janeiro. 

A situação mais crítica acontece em São Paulo. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou 458 casos em 25 municípios, a maioria (363) na capital. 

Mas você conhece a doença? 

O sarampo é uma doença contagiosa que aparece com febre e manchas no corpo. A transmissão é feita de pessoa a pessoa, por meio de secreções que são expelidas ao tossir, respirar ou falar. Ou seja: é de fácil contágio.

Sintomas

Os sintomas iniciais apresentados são:

  • Febre
  • Tosse persistente
  • Conjuntivite 
  • Coriza
  • Fotofobia

Do 2° ao 4° dia, os sintomas acabam se agravando. Além disso, surgem alguns outros sinais característicos da doença, como:

  • Manchas vermelhas (que não coçam)
  • Prostração, que é um estado de abatimento extremo, tanto físico como psicológico. 

As manchas avermelhadas duram aproximadamente três dias. Além de tudo isso, pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, diarreia, convulsões e lesões no sistema nervoso. 

Prevenção

A melhor e mais eficiente forma de prevenir o sarampo é com a vacina. As vacinas para o sarampo são dadas na infância. Deve ser aplicada no bebê de 1 ano e reforçada com a tetraviral, que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba.

É importante lembrar também que todo mundo que não tomou a vacina e todos aqueles que não têm certeza se já tomaram, precisam se vacinar. Pessoas de 10 a 29 anos que não tomaram a vacina quando crianças precisam receber duas doses da tríplice viral. Para pessoas de 30 a 49 anos, a dose é única. 

Ps: quem já teve a doença diagnosticada, não precisa se preocupar. Porém, é importante lembrar que existem outras doenças com sintomas parecidos com o sarampo. Portanto, se você não teve a doença diagnosticada, tome a vacina! 

Tratamento

Não existe um tratamento específico para a doença, o foco é na diminuição dos sintomas. Esse tratamento consiste em: 

  • Hidratação
  • Alimentação saudável
  • Suplementação de vitamina A
  • Repouso

É importante lembrar que sarampo pode matar. Se vacine!  

Vamos falar um pouquinho sobre Hepatite A?

Estamos em julho, o mês amarelo de conscientização, prevenção e controle das hepatites virais. O post de hoje é sobre a hepatite A. Vamos conversar um pouquinho?

O que é?

É uma inflamação no fígado causada por um vírus. Geralmente, é benigna e acaba evoluindo para a cura espontânea em mais de 90% dos casos. Além disso, tem um tratamento super simples que, se for seguido direitinho, certamente trará a cura da doença. 

Como é transmitido?

A Hepatite A é transmitida pela ingestão de água ou alimentos que estejam contaminados com material fecal. É mais comum que aconteça em locais sem saneamento básico, onde as pessoas acabam consumindo água sem um tratamento prévio. Além disso, existe um risco ao ingerir alimentos crus, lavados por água contaminada, além de comer marisco ou frutos do mar crus, de água poluída com esgoto.

Também tem o risco de transmissão decorrente da falta de higiene adequada após evacuar. Ocorre quando alguém infectado com o vírus manipula alimentos sem lavar as mãos após usar o banheiro.

Por esses motivos, a hepatite A é frequente em crianças, que muitas vezes não lavam bem as suas mãos após o uso do banheiro. Ao tocar em brinquedos ou materiais de outras crianças, acabam infectando, uma vez que é comum nessa idade levar objetos e mãos à boca. 

Quais são os sintomas da Hepatite A?

Os sinais e sintomas costumam aparecer entre 2 e 4 semanas após o contato com o vírus. Entre os principais sintomas, destacamos: 

  • Fadiga
  • Náusea e vômitos
  • Dor ou desconforto abdominal
  • Perda de apetite
  • Febre baixa
  • Urina escura
  • Dor muscular 
  • Amarelamento de pele e olhos

É comum que a doença dure menos de dois meses, mas pode perdurar até seis meses. Boa notícia: é raro apresentar uma forma grave 😀 

https://blog.docway.com.br/vamos-falar-um-pouco-sobre-hepatite-b/

Existe tratamento específico?

Ainda não. O próprio corpo acaba por eliminar o vírus da hepatite A. Porém, existem formas de acelerar a cura da doença. O tratamento é baseado no cuidado dos sintomas causados pela doença. Algumas dicas para te ajudar: 

Descanse: É normal se sentir cansado ou sem energia para cumprir tarefas simples. Esses sintomas podem perdurar por meses, por isso descanse bastante! 

Faça pequenos lanches durante o dia: A doença acaba provocando náuseas, mas é importante que você encontre formas de lidar com isso. Faça pequenos lanches ao longo do dia com alimentos leves e nutritivos. 

Dê um tempo ao fígado: O fígado é o mais prejudicado pela hepatite A. Por isso, evite medicamentos fortes que possam prejudicar o seu funcionamento. Evite também a ingestão de álcool. 

E como podemos prevenir a doença?

Fácil e rápido: com duas doses da vacina, uma inicial e um reforço após seis meses. Além disso, podemos tomar mais alguns cuidados como: 

  • Evitar carne e peixe crus ou mal cozidos
  • Ter cuidado com frutas e vegetais que possam ter sido lavadas com água contaminada
  • Não consumir frutas vendidas na rua

Vamos falar um pouco sobre Hepatite B?

Julho Amarelo é o mês de conscientização, prevenção e controle das hepatites virais. Vamos falar um pouco sobre a Hepatite B?

Hepatite B

Para começar, precisamos falar um pouco sobre as hepatites no geral. Elas causam uma degeneração do fígado por causas diversas, e as mais frequentes são causadas pelos vírus A, B e C, além do consumo de álcool ou outras substâncias tóxicas (como alguns remédios, por exemplo). 

As hepatites são: 

  • Hepatite A
  • Hepatite B
  • Hepatite C
  • Hepatite alcoólica
  • Hepatite medicamentosa
  • Hepatite autoimune. 

Hepatite B

A Hepatite B é causada pelo vírus B (HBV) que acarreta inflamação no fígado. É uma doença infecciosa e está presente no sangue, no esperma e no leite materno. É considerada uma infecção sexualmente transmissível. 

Tipos

Existem duas fases evolutivas da Hepatite B. São elas:

Fase Aguda: 

Essa fase pode durar até seis meses. O sistema imunológico do corpo é bastante capaz de se defender contra a hepatite B aguda, o que provavelmente fará com que você se recupere completamente dentro de seis meses. Outra notícia boa é que a maioria das pessoas adultas que se contaminam com esse vírus não desenvolvem sintomas nessa fase da doença.

Fase crônica: 

Essa fase pode durar anos ou a vida toda da pessoa que não conseguiu eliminar o vírus HBV nos seis meses iniciais da doença, ou seja, na fase aguda. Isso ocorre quando o sistema imunológico do paciente não consegue combater a infecção. Pode levar à cirrose do fígado e ao câncer de fígado. 

Causas

A hepatite B é causada pelo vírus B (HBV). Quando entra em contato com organismo humano, o vírus ataca as células do fígado, começando a se multiplicar. As formas de transmissão do vírus são: sexual, sanguínea e vertical (ou seja, de mãe para filho durante a gestação, parto e amamentação).

A hepatite B é considerada uma IST, infecção sexualmente transmissível, pois pode ser transmitida pelo contato com sêmen, saliva e secreções durante relação sexual desprotegida. 

Sintomas

Geralmente, os sintomas surgem cerca de 40 dias depois do contato com o vírus. Os principais são:

  • Dor abdominal
  • Urina escura
  • Febre
  • Dor nas articulações
  • Perda de apetite
  • Náusea e vômitos
  • Fraqueza e fadiga
  • Amarelamento da pele

Tratamento

Se você sabe que foi infectado pelo vírus VHB, contate imediatamente seu médico. Receber uma vacina contra a hepatite B e uma injeção de imunoglobulina em até 72 horas após o contágio, pode evitar que você desenvolva a doença.

Se a doença se instalar, é hora de cuidar para que ela não evolua para quadros mais graves. São cuidados diferentes nas duas fases. Vamos ver?

Fase aguda da Hepatite B:

Nessa fase inicial, não existe um tratamento específico. Você pode tomar medicamentos para reduzir quaisquer sintomas que possa se manifestar. 

Fase crônica da Hepatite B:

Nessa fase da doença, é preciso estabelecer um tratamento específico. 

  • Medicamentos antivirais: O seu médico recomendará o uso de medicamentos que impedirá que o vírus VHB cause maiores danos ao fígado. 
  • Nos casos mais avançados, pode ser necessária a realização de um transplante de fígado. 

A boa notícia é que o prognóstico para hepatite B aguda é animador! Em média, 99% dos pacientes diagnosticados se recuperam da doença. 

Dicas preciosas para se prevenir da gripe!

É possível passar pelo outono/inverno sem ficar gripado? É sim! E vamos te mostrar como.

Atire a primeira pedra quem nunca sentiu os sintomas da gripe chegando lentamente e tomando conta do nosso corpo. Basta chegar o inverno ou o outono para começarmos a sentir aquela dorzinha no corpo, nariz entupido, calafrios, febre, sono… Esse monte de sintomas chega de uma vez e derruba qualquer um. Ninguém merece isso, né? 

Existem algumas maneiras muito boas que nos ajudam a reduzir a probabilidade de ser infectado pela gripe. Precisamos reforçar que a principal delas é tomar a dose anual da vacina. Elas estão disponíveis nos postos de saúde. <3 

Mas existem ainda alguns outros passos que você pode tomar para manter a gripe longe do seu corpo! Vamos ver quais são?

Lavar as mãos com regularidade

Chegou em casa, no trabalho ou na escola? Lave as mãos. Já parou para pensar sobre a quantidade de lugares que você encosta sua mão ao longo do dia? Vamos te dar só alguns exemplos: maçanetas, barras do ônibus e do metrô, corrimões, botões de elevadores…. Ufa! E isso são só alguns exemplos… A gripe se espalha com facilidade. Então imagina qual a probabilidade de algum sujeito com gripe ter passado a mão nesses lugares antes de você, deixando o vírus nessas superfícies? Bem altas! Então, sempre lave as mãos. 

Ande com um gel antisséptico na bolsa 

Chegou no trabalho atrasado para a reunião com o chefe e não deu tempo de passar no banheiro para lavar a mão? Chegou cansado em casa e só quer deitar no sofá e descansar um pouco? Não tem problema! É só ter um potinho de álcool em gel por perto para manter sua mão livre de vírus e outras sujeiras. 

Mantenha os ambientes bem arejados

Deixe as portas e janelas da sua casa abertas durante o dia, pelo maior tempo possível. Especialmente nas épocas frias do ano, tendemos a deixar tudo fechado e próximos de outras pessoas, o que, é claro, aumenta muito o risco de contaminação da gripe! Ao deixar o ar circular o máximo de tempo possível, o risco de o vírus ser transmitido cai consideravelmente. 

As células de defesa do organismo precisam estar em forma para que tenham forças para combater a gripe

O seu sistema imunológico precisa estar forte e de prontidão para combater e rebater qualquer invasão. E como você pode fazer isso? Se alimentando bem, mantendo uma rotina ativa e regular de atividade física, comendo frutas, bebendo bastante água e tendo uma rotina de sono regular. 

E se ainda assim, com todos os cuidados, a gripe te pegar, não se preocupe: você pode contar com a Docway! <3 

Autismo: tudo o que você precisa saber sobre!

Hoje comemoramos o dia mundial da conscientização do autismo. É uma data muito importante e tem como principal objetivo compartilhar informação e conhecimento, para combater o preconceito e os estigmas que rondam a doença! 

Mas, você sabe o que é autismo? Vamos conhecer um pouquinho? 

O autismo é um problema psiquiátrico. É um transtorno de desenvolvimento que afeta as habilidades de comunicação e interação. Costuma ser identificado na infância, geralmente durante o primeiro e o terceiro ano de vida. Às vezes, é possível que alguns sinais iniciais apareçam já nos primeiros meses de vida.  

O autismo não compromete o desenvolvimento físico. Ele compromete o desenvolvimento social, o que causa dificuldades para desenvolver e firmar relações sociais ou afetivas, além de influenciar uma vivência em um mundo isolado.  

A doença possui grau de intensidade variada. Anteriormente, esse grau de intensidade era dividido em cinco categorias, entre elas a Síndrome de Asperger. Atualmente, tudo faz parte de uma única classificação, com diferentes graus de funcionalidade e possui o nome técnico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). 

Graus do TEA 

Como visto, atualmente o Transtorno do Espectro Autista é divido em 3 graus diferentes, sendo eles: 

Nível 3 – Severo 

Nesse nível, é apresentado um déficit considerado grave, necessitando de um suporte maior. As habilidades de comunicação verbal e não verbal são muito afetadas, ou seja, não conseguem se comunicar se não puderem contar com um suporte. Nesse caso, existe uma enorme dificuldade em desenvolver interações sociais. Além disso, apresentam uma grande dificuldade para mudar o foco ou as ações, uma enorme dificuldade em lidar com a mudança e uma inflexibilidade de comportamento. 

Nível 2 – Moderado  

Esse nível é bastante semelhante ao nível 3, mas com menor intensidade na parte de transtornos de comunicação. Apresentam uma limitação em dar início a interações sociais.  

Nível 1 – Leve  

Esse nível apresenta a menor necessidade de dependência, mas ainda é necessário receber um suporte! Pode apresentar alguma dificuldade para se comunicar, mas isso não impede interações sociais. Nesse caso, os maiores obstáculos à independência são os problemas apresentados para organização e planejamento.  

Causas 

É muito importante começar dizendo que não existe relação entre vacinas e autismo. Ou seja, é mentira que a vacina tríplice viral causa autismo, como foi amplamente divulgado no passado. Isso inclui também as crianças que são mais suscetíveis a desenvolver a doença.  

As causas do autismo ainda são desconhecidas, embora uma intensa pesquisa na área. Mesmo assim, existem alguns fatores que podem ser considerados de risco. São eles:  

  • Sexo: O autismo é de duas a quatro vezes mais frequente em meninos do que em meninas 
  • Predisposição genética 
  • Poluição 
  • Infecções como rubéola durante a gravidez.  
  • Contaminação por mercúrio  
  • Sensibilidade a vacinas 

E quais são os sintomas clássicos? 

O autismo pode ser diagnosticado em recém-nascidos. Os primeiros sinais costumam aparecer no primeiro ano de vida. Podemos alguns comportamentos de alerta, entre eles:  

Além disso, podemos citar: apatia, inquietação, transtorno de linguagem, movimentos repetitivos, agressividade, ansiedade e resistência a mudanças na rotina.  

Diagnóstico 

O diagnóstico do autismo é clínico e realizado por meio da observação e perguntas de histórico. Para tal, o médico utiliza o critério do Manual de Diagnostico e Estatística de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria. Segundo este manual, a criança poderá ser diagnosticada com autismo ao apresentar pelo menos seis dos sintomas clássicos do transtorno.  

Tratamento 

Infelizmente, não existe cura para o autismo. Porém, um programa de tratamento precoce, intensivo e apropriado melhora muito a qualidade de vida dos pequenos. O tratamento envolve diversos profissionais, como médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e pedagogos. Tudo isso tem como principal objetivo maximizar as habilidades sociais e comunicativas da criança, além de incentivar o máximo de independência possível, permitindo que ela possa realizar pequenas tarefas sozinha, como trocar de roupa, escovar os dentes, etc.  

Incontinência urinária: você sabe o que é?

Pessoa que sofre com incontinência urinária

Você sabia que a incontinência urinária é um problema comum? Além de ser, muitas vezes, muito constrangedor. Acontece que gera uma perda involuntária da urina pela uretra. É um problema de gravidade variada: às vezes, a pessoa não consegue segurar a urina ao fazer esforços como tossir ou espirrar. Às vezes, a vontade de urina é tão súbita e forte que não dá tempo de chegar ao banheiro.  

A doença atinge 10 milhões de brasileiros de todas as idades. O distúrbio é mais comum em mulheres, que representam mais da metade dos afetados. É um problema que pode atingir todas as faixas etárias, mas é mais comum na população idosa.  

O problema causa um impacto muito grande na qualidade de vida das pessoas. Além do constrangimento social, ainda existe o problema do mau cheiro. Fora isso, um dos grandes problemas é o impacto que ela causa, podendo tornar os pacientes deprimidos, que perdem suas relações sociais e familiares.  

Quais são os tipos?

Incontinência urinária de esforço 

Esse tipo acontece quando a pessoa acaba por não ter força muscular pélvica suficiente para reter a urina. Nesse caso, isso significa que o paciente terá uma perda de urina ao espirrar, tossir, rir, levantar algo, subir escadas, fazer atividades físicas, mudar de posição ou fazer qualquer atividade que exponha a bexiga à uma pressão ou estresse. Ela ocorre frequentemente em pessoas que tiveram algum tipo de lesão do esfíncter urinário.  

Incontinência urinária de urgência 

Esse tipo de incontinência urinária é caracterizado por um desejo de urinar que é tão forte que você não consegue chegar ao banheiro a tempo. Nesse caso, pode acontecer mesmo quando você tem apenas uma pequena quantidade de urina na sua bexiga. A síndrome da bexiga hiperativa é a principal causa da incontinência de urgência.  

Incontinência urinária por transbordamento 

Esse tipo acontece quando a bexiga está sempre cheia, o que provoca vazamentos. Também pode acontecer de a bexiga não se esvaziar por completo, o que causa o gotejamento.  

Incontinência urinária funcional 

A incontinência funcional acontece quando uma pessoa reconhece a necessidade de urinar, mas não consegue ir ao banheiro devido a alguma doença ou complicação que a impede de chegar ao banheiro por conta própria.  

Incontinência urinária mista 

Em alguns casos, os sintomas podem se misturar. Isso causa a incontinência mista.  

E quais são as causas? 

A causa deve ser investigada pelo médico da família. Porém, existem algumas bebidas, alimentos e medicamentos que podem atuar como diuréticos. Isso estimula a bexiga e aumenta o seu volume de urina. Esses são: 

  • Álcool 
  • Cafeína 
  • Chá com cafeína e café 
  • Refrigerantes 
  • Adoçantes artificiais 
  • Xarope de milho  
  • Alimentos que são ricos em especiarias e açúcar  
  • Alimentos muito ácidos e cítricos 
  • Uso de medicamentos para doenças cardíacas e pressão arterial 
  • Uso de sedativos e relaxantes musculares 
  • Grandes doses de vitaminas B ou C 

Além disso, a incontinência urinária pode também ser causada por uma condição médica facilmente tratável, tal como: 

  • Infecção do trato urinário 
  • Prisão de ventre 
  • Estresse emocional 

Pode ser também uma condição persistente causado por problemas físicos subjacentes ou alterações, que podem incluir:

  • Gravidez 
  • Parto  
  • Envelhecimento 
  • Menopausa 
  • Histerectomia 
  • Aumento da próstata  
  • Câncer de próstata 
  • Obstrução do trato urinário 
  • Distúrbios neurológicos, tais como esclerose múltipla, doença de Parkinson, AVC, tumor cerebral ou uma lesão da coluna vertebral.  

Fatores de risco 

Diversos podem ser os fatores de risco para incontinência urinária. Dentre eles, estão: 

  • Idade: a probabilidade de ter incontinência aumenta com a idade. De acordo com dados, cerca de 3 ou 4 em cada 10 mulheres na meia-idade e mais velhas relatam ter incontinência urinária. Já entre os homens, os dados são de entre 1 a 3 em cada 10 homens. 
  • Sexo: é, pelo menos, duas vezes mais comum em mulheres que em homens.  
  • Raça: mulheres brancas são mais propensas a ter incontinência urinária de esforço em comparação com mulheres afro-americanas e asiáticas.  
  • Obesidade: o peso extra aumenta a pressão sobre a bexiga e os músculos ao redor, o que os enfraquece.  
  • Outras doenças: doenças neurológicas ou diabetes podem aumentar o risco da incontinência.  

E quais são os sintomas? 

Os sintomas variam muito de acordo com o tipo da incontinência urinária. Vamos conhecer? 

Incontinência urinária de esforço 

  • Liberação involuntária de urina, especialmente ao tossir, espirrar ou rir 
  • Vazamento de uma pequena a moderada quantidade de urina  

Incontinência urinária de urgência 

  • Frequente e incontrolável necessidade de urinar 
  • Pode vazar uma quantidade de urina moderada a grave 

Incontinência urinária por transbordamento 

  • Vazamento de uma pequena quantidade de urina 
  • Jato urinário fraco 
  • Necessidade de se esforçar ao urinar e uma sensação de que a bexiga não está vazia 
  • Uma necessidade urgente de urinar muitas vezes durante a noite 
  • Vazamento de urina durante o sono  

Diagnósticos de incontinência urinária 

Para diagnosticar o problema, o médico provavelmente irá perguntar primeiro sobre os sintomas e histórico médico. Para isso, alguns exames podem ser pedidos, tais como: 

  • Exame de urina 
  • Diário da bexiga 
  • Medição residual pós-miccional 

Para saber mais: conheça os tratamentos, a prevenção e formas de conviver com a doença

Você sabe o que é fibromialgia? Conheça mais sobre a síndrome!

Você sabe o que é fibromialgia? A síndrome, que ganhou mais destaque na mídia em 2017, quando a cantora Lady Gaga cancelou sua participação no festival de música Rock in Rio devido aos sintomas sentidos, afeta mulheres em sua grande maioria e ainda é uma incógnita, uma vez que ninguém sabe dizer quais as causas da doença. Vamos conhecer um pouquinho mais? 

A doença faz com que a pessoa sinta dores por todo o corpo durante longos períodos.

O que é fibromialgia?

Fibromialgia é uma síndrome comum, que faz com que a pessoa sinta dores por todo o corpo, durante períodos longos. Causa também sensibilidade nos músculos, nas articulações, nos tendões e em outros tecidos. Além de causar dor, a fibromialgia pode causar também fadiga, depressão, ansiedade, distúrbios do sono e também dores de cabeça.  

O que chama atenção sobre a síndrome é que, de cada 10 pacientes com fibromialgia, de sete a nove são mulheres. Apesar do número alto, ainda não é possível saber o que ocasiona esse fato. O que se sabe até agora é que não parece haver uma relação entre a síndrome e os hormônios, pois a fibromialgia afeta mulheres tanto antes quanto depois da menopausa.  

A idade mais comum para o aparecimento da síndrome é geralmente entre os 30 e 60 anos. Porém, existem exceções, com casos em pessoas mais velhas e também em crianças e adolescentes.  

Quais são as causas da doença?

Como dissemos ali em cima, ainda não se sabe exatamente as causas da síndrome e nem porque ela aparece predominantemente em mulheres. Ainda assim, existem vários fatores que frequentemente são associados a fibromialgia. Entre eles: 

  • Genética: Questões de genética estão ligadas ao aparecimento da síndrome. Ou seja, se alguém da sua família possui fibromialgia, é bem capaz que você possa desenvolver também. A síndrome é muito recorrente em pessoas da mesma família. 
  • Infecções: Uma das causas envolvidas no aparecimento da síndrome pode ser a aparição de infecções por vírus e doenças autoimunes.  
  • Doenças psicológicas: Ansiedade e depressão também podem estar ligados de alguma forma com a síndrome. Além disso, distúrbios de sono e sedentarismo também podem estar ligados. 
  • Trauma: A síndrome algumas vezes pode ser desencadeada por algum trauma físico. Além disso, o estresse psicológico também pode desencadear a condição. 

Além disso, alguns outros sintomas são bastante comuns, como por exemplo: 

  • Dormência e formigamento nas mãos e nos pés. 
  • Palpitações. 
  • Redução na capacidade de se exercitar. 
É preciso estar atento aos sintomas da fibromialgia

Existem fatores de risco?

Sim! Os médicos constantemente alertam para alguns fatores de risco que podem facilitar o surgimento da fibromialgia. Dentre eles: 

  • Sexo: Como visto, a síndrome é mais comum em mulheres do que em homens. A faixa etária de mulheres afetadas pela fibromialgia é entre 20 e 50 anos.  
  • Histórico familiar: Como a genética pode ser uma causa, é comum que a doença seja recorrente entre membros de uma mesma família. Isso é um indicativo claro de que talvez exista algum fator genético envolvido.  
  • Outros transtornos: Também é comum que pacientes que já tenham algum transtorno como artrite reumatoide ou lúpus tenham mais probabilidade de desenvolverem fibromialgia. 

E quais são os principais pontos de dor da síndrome?

Como visto, o principal sintoma da doença são as dores que o paciente enfrenta. Geralmente se apresentam nestes locais: 

  • Região da coluna cervical  
  • Coluna torácica  
  • Cotovelos 
  • Nádegas 
  • Bacia 
  • Joelhos 

É muito importante notar os pontos de dor, pois podem contribuir para o diagnóstico. 

Os pontos de dores pelo corpo podem ser um bom indicativo da doença

Como é feito o diagnóstico da síndrome?

O diagnóstico da fibromialgia é feito de forma clínica, por meio dos relatos contados pelo paciente e do exame físico. Para o diagnóstico, não existe teste laboratorial. Todavia, o médico pode solicitar exames de sangue para que outras doenças, com sintomas e características parecidos sejam descartadas entre os possíveis diagnósticos.  

Por não ter um teste laboratorial que defina o diagnóstico, é demorado detectar a síndrome.  

E como podemos tratar a fibromialgia?

É preciso saber que o tratamento da síndrome funciona melhor e é mais eficaz quando se alia medicamentos e cuidados pessoais que não necessitam de remédios. A fibromialgia também é uma doença sem cura e o foco do tratamento é evitar a incapacidade física, minimizar os sintomas e melhorar a saúde de modo geral. Com o tratamento certo, é possível ter o controle dos sintomas. Para isso, além do uso dos medicamentos indicados, deve envolver:  

  • Fisioterapia  
  • Exercícios e preparo físico 
  • Alívio de estresse. Deve incluir massagem leve e técnicas de relaxamento 
  • Terapia cognitivo comportamental 

Além disso, é preciso aliar outros tipos de comportamento para que o tratamento tenha ainda mais sucesso. Por exemplo: 

  • Aprender a lidar com pensamentos negativos 
  • Manter um diário com seus sintomas e dores 
  • Ter conhecimento sobre sua rotina e aprender a reconhecer quais são as atitudes que agravam os seus sintomas 
  • Praticar atividades agradáveis  
  • Estabelecer limites 
  • Buscar algum grupo de apoio 
  • Seguir uma dieta balanceada  
  • Evitar cafeína 
  • Manter uma boa rotina de descanso para melhorar a qualidade do sono 
  • Fazer sessões de acupuntura 

Como conviver melhor com a síndrome?

Além de não ter cura, a fibromialgia é uma síndrome de longa duração com picos na intensidade da dor. Porém, ao seguir o tratamento de maneira correta e tomando os cuidados necessários dentro de casa, no dia a dia, os sintomas tendem a melhorar.  Além disso, fazendo tudo certinho, a pessoa com a síndrome não perde sua capacidade funcional.  

Então, o que é preciso fazer para conviver melhor com a síndrome? Existem alguns passos e algumas medidas que você pode tomar durante o tratamento para ter uma melhora e conviver da melhor forma possível com a doença. Olha só: 

  • Tente reduzir ao máximo o estresse diário e tire um tempinho para você, para se acalmar e fazer o que você gosta 
  • Durma o suficiente para estar descansado no dia seguinte  
  • Faça exercícios regularmente  
  • Mantenha um mesmo ritmo de vida 
  • Mantenha um estilo de vida saudável 

Fontes: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/fibromialgia

Alzheimer: Tudo o que você precisa saber sobre!

Ela provoca a degeneração das células no cérebro, causando demência e vai atingir até 65 milhões de pessoas no mundo até 2030.

Para começarmos a falar sobre Alzheimer, precisamos entender um pouquinho mais sobre essa doença ainda sem cura. Em resumo, o Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas. Ela provoca a degeneração das células no cérebro, causando demência e provocando diversos sintomas, como perda de memória, dificuldade de raciocínio e fala, dificuldade de reconhecer objetos e suas funções, dificuldade de reconhecer familiares, além de interferir no comportamento e na personalidade da pessoa.  

O Alzheimer é o tipo mais comum de demência e afeta aproximadamente 35,6 milhões de pessoas no mundo todo! 1,2 milhão delas no Brasil. É muita coisa, não é mesmo? E não para por aí! De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse número continuará crescendo no decorrer dos anos, podendo atingir até 65 milhões de pessoas em 2030 e incríveis 115 milhões em 2050! Uma das possíveis causas desse crescimento assustador pode ser o aumento da expectativa de vida da população mundial, uma vez que o Alzheimer é mais comum em pessoas idosas.  

Sintomas iniciais do Alzheimer

É um pouquinho complicado reconhecer os sintomas iniciais do Alzheimer porque eles são bastante parecidos com o processo natural de envelhecimento. Além disso, pode ser confundido com sintomas de outras enfermidades menos graves. Por isso, é bastante importante prestar bastante atenção aos possíveis primeiros sinais, como por exemplo: 

  • Perda de memória recente. É muito comum que as pessoas que estejam em processo inicial do desenvolvimento do Alzheimer se lembrem de fatos antigos mas perdem a memória sobre fatos recentes, como refeições do dia anterior, por exemplo.  
  • Perda de capacidade de concentração nas atividades cotidianas, que antes eram executadas com facilidade e sem problemas.  
  • Repetição de afirmações e perguntas. A pessoa acaba por não perceber que já fez a mesma pergunta anteriormente.  
  • Esquecer com facilidade as conversas, compromissos ou eventos.  
  • Dificuldades de expressar e de compreender linguagens. 
  • Sentir uma desorientação espacial, se perder em locais já conhecidos.  
  • Enfrentar uma certa dificuldade em encontrar as palavras certas para identificar objetos, expressar pensamentos ou participar de conversas.  
  • Esquecimento dos nomes dos membros da família, amigos e objetivos do cotidiano.  

Além de todos esses sintomas iniciais, existe também uma mudança aparente na personalidade e no comportamento da pessoa. As alterações cerebrais que ocorrem durante a doença de Alzheimer podem afetar (e muito) a maneira como a pessoa age e sente. Nesse caso, é preciso ficar de olho nas seguintes mudanças: 

  • Depressão 
  • Apatia 
  • Retraimento social 
  • Mudanças repentinas e seguidas de humor 
  • Um aumento na desconfiança nos outros 
  • Um aumento na irritabilidade e na agressividade 
  • Mudanças nos hábitos de sono  
  • Delírios, como acreditar que algo foi roubado, que tem alguém dentro de casa, etc. 
Até 2030, 65 milhões de pessoas podem ser afetadas pelo Alzheimer

Mais: Tenho um parente diagnosticado com Alzheimer. E agora?

Estágios do Alzheimer

O Alzheimer ainda não tem cura e é uma doença muito agressiva. Infelizmente, a doença é caracterizada pela piora progressiva dos sintomas, ou seja, além de não ter cura, ela fica cada vez pior conforme o tempo vai passando. O cenário ainda piora bastante quando sabemos que nenhum novo remédio foi lançado para frear o desenvolvimento da doença nos últimos 15 anos. Grande parte disso ocorre porque os cientistas ainda não descobriram a causa da doença. Sendo assim, não se sabe exatamente o que é preciso atacar para conter os sintomas.  

Apesar da piora progressiva, muitos pacientes conseguem apresentar períodos de maior estabilidade. Para entender um pouco mais sobre a progressão da doença, é preciso entender quais são suas fases. Vamos lá? 

Estágio inicial

Esse estágio raramente é percebido, justamente por se parecer muito com o processo natural do envelhecimento. É normal que parentes e amigos que convivam com a pessoa tendam a imaginar que seja apenas parte da “velhice”. É difícil realmente pontuar qual o início da doença, por ser algo gradual. Mas é importante lembrar que os possíveis sintomas dessa fase são: 

  • Ter problemas com a fala, tanto para expressar como para entender  
  • Ter perda significativa de memória, principalmente de fatos recentes 
  • Não saber a hora ou o dia da semana 
  • Ficar perdido em locais familiares e que antes eram comuns 
  • Ter muita dificuldade em tomar decisões 
  • Ficar parado, desmotivado, inativo 
  • Apresentar uma significativa mudança de humor, além de ansiedade ou depressão. Às vezes, tudo junto 
  • Reagir com raiva e agressividade que antes eram incomuns em algumas ocasiões 
  • Apresentar uma perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas.  

Estágio Intermediário

Conforme a doença vai progredindo, é mais fácil perceber os sintomas e entender o quanto as limitações são graves. Nessa fase, é possível identificar que: 

  • A pessoa pode ter ainda mais comprometimento da memória, em especial, com nomes de pessoas e objetos, além de não se recordar de eventos recentes 
  • A pessoa pode não conseguir mais viver sozinha sem passar por problemas. Acaba perdendo a capacidade de gerenciar os próprios dias 
  • A pessoa é incapaz de cozinhar, limpar, fazer compras…  
  • A pessoa pode ficar extremamente dependente de um amigo, um membro familiar ou até mesmo do cuidador 
  • A pessoa necessita de ajuda o tempo todo, inclusive para higiene pessoal. Ou seja, ela precisa de auxílio para se vestir, tomar banho, escovar os dentes… 
  • A pessoa apresenta uma evolução na dificuldade com a fala  
  • A pessoa apresenta problemas de ordem e comportamento. Muitas vezes pode repetir a mesma pergunta, gritar, ter distúrbios de sono, etc 
  • A pessoa se perde em locais familiares 
  • A pessoa pode ter alucinações 

Estágio avançado

O estágio avançado é o mais complicado da doença. Nele, se apresenta uma total dependência de outras pessoas, além de atingir o nível mais alto de inatividade. Nessa fase, os distúrbios de memória são ainda mais sérios e o lado físico da doença se expressa de maneira muito mais agressiva. Nisso, a pessoa pode: 

  • Apresentar dificuldades para comer  
  • Perder sua capacidade de se comunicar 
  • Não reconhecer parentes, amigos, objetos, locais… 
  • Ter extrema dificuldade de entender o que acontece ao seu redor 
  • É incapaz de encontrar caminho de volta para casa, mesmo ao passear por locais próximos e antes familiares 
  • Ter dificuldade para caminhar 
  • Ter dificuldade para engolir alimentos e bebidas 
  • Ter incontinência urinária 
  • Começar a manifestar um comportamento inapropriado em público 
  • Ficar confinada a uma cadeira de rodas ou uma cama 

*É importante lembrar que, apesar de ser mais comum se manifestar mais em idosos (após os 65 anos), o Alzheimer pode também apresentar um início precoce, entre 40 e 50 anos.  

E como tratar o Alzheimer? 

Infelizmente, é uma doença sem cura ainda 🙁 O que piora o cenário é que pouco se sabe sobre as causas da doença de Alzheimer. Sendo assim, os cuidados são feitos para oferecer uma sobrevida maior e uma qualidade de vida melhor para os pacientes. Nesse caso, os cuidados são feitos com remédios diários como Donepezila, Rivastigmina ou Memantina, por exemplo. É feito um tratamento para retardar o agravamento da degeneração cerebral.  

Além do remédio, é extremamente importante aliar novas terapias e opções de tratamentos naturais, que podem, em conjunto, oferecer uma qualidade de vida ainda melhor para o paciente.  

Terapias alternativas

Uma das opções é aliar um tratamento fisioterapêutico, pois diminui as limitações físicas que a doença de Alzheimer pode trazer, como a dificuldade para andar e se equilibrar, por exemplo. Nesse caso, o tratamento deve ser feito no mínimo 3 vezes por semana. A fisioterapia deve ser feita com exercícios que sejam simples, de fácil compreensão e principalmente de fácil execução, pois a capacidade mental do paciente é reduzida.  

Nesse caso, a fisioterapia é útil para: 

  • Fortalecer os músculos 
  • Evitar dores 
  • Prevenir quedas 
  • Prevenir que o paciente fique preso a uma cama 

Além disso, existem opções naturais que ajudam a estimular a atividade cerebral. A estimulação nesse caso é feita através de jogos e realizações de pequenas atividades, como cozinhar algo gostoso, ler algo legal, jogar xadrez, etc… As atividades devem ser realizadas com o acompanhamento de um familiar, de um amigo, de um cuidador, para que o paciente não perca rapidamente o vocabulário ou se esqueça da utilidade de objetos, por exemplo. 

É importante lembrar que a estimulação social é extremamente importante. O contato com amigos e familiares é fundamental e ajuda a manter o convívio social e a retardar o esquecimento de pessoas próximas.  

Nesse cenário, a alimentação é extremamente importante e atua como um complemento no tratamento. É recomendado uma dieta mediterrânea, que se baseia no consumo de alimentos frescos e naturais como azeite, frutas, legumes, cereais, leite e queijo, peixes, etc… Além disso, é altamente indicado que seja evitado o consumo de produtos industrializados como salsicha, fast food, comida congelada, bolos em pó, etc… 

Fontes:

https://www.tuasaude.com/como-cuidar-do-paciente-com-alzheimer/
https://www.minhavida.com.br/saude/temas/alzheimer

Tenho um parente diagnosticado com Alzheimer. E agora?

Por ser uma doença que não tem cura e por ser extremamente agressiva, o Alzheimer causa medo. É normal se sentir perdido ao perceber que algum familiar pode estar apresentando sintomas da doença. O cenário piora se o diagnóstico chega. Porém, é preciso manter em mente que o tratamento é feito para garantir uma qualidade de vida melhor para o paciente. Existem diversas coisas que podem ser feitas para que a pessoa receba o máximo de ajuda e cuidados possível.  

Se você precisa ajudar alguém com Alzheimer, pode ter em mente que existem diversos cuidados especiais.  

É verdade que o paciente com Alzheimer precisa tomar remédios diariamente. Além disso, precisa estimular o cérebro de diversas formas, para retardar o progresso da doença. Exatamente por isso, é extremamente recomendado que ele seja acompanhado por um cuidador ou um familiar. Estando acompanhado é mais fácil de manter os cuidados necessários. Nesse caso, você pode: 

Estimular treinos para o cérebro 

É preciso treinar o cérebro e as funções cerebrais para estimular a memória, a linguagem, a orientação e a atenção do paciente. Nesse caso, as atividades podem ser realizadas individualmente, em duplas ou em grupos. O objetivo das atividades é estimular que o cérebro funcione adequadamente pelo máximo de tempo possível. Para isso, é possível 

  • Promover atividades que estimulem a fala e a interação 
  • Completar quebra-cabeça 
  • Ver fotografias antigas 
  • Ler o jornal  
  • Ouvir rádio  
  • Jogar xadrez, damas, etc  
  • Atividades que estimulem o raciocínio lógico 
  • Fazer sudoku, caça palavras, dominó, etc 
  • Assistir um filme 

Além disso, você ainda deve promover a orientação do paciente. Para isso, é possível pendurar um calendário atualizado em um lugar visível da casa, além de informar o paciente por várias vezes ao dia sobre qual o seu nome, qual data vocês estão, qual estação do ano, etc… 

Promover atividades físicas 

A doença de Alzheimer leva à diminuição da mobilidade da pessoa. Nesse caso, o paciente sente dificuldade para andar e também para manter o equilíbrio, o que impossibilita a realização de forma independente de atividades do dia a dia, como andar, sentar ou se deitar, por exemplo.  

Desta forma, a atividade física tem várias vantagens para o paciente com Alzheimer. Dentre elas: 

  • Evita dores nos músculos e articulações 
  • Previne quedas e fraturas 
  • Aumenta os movimentos do intestino, facilitando o seu funcionamento 

As atividades físicas devem ser feitas todos os dias.  

Promover o contato social  

É extremamente importante que o paciente com Alzheimer mantenha contato com amigos e familiares. Isso evita o isolamento e a solidão. Dessa forma, é muito importante levar o paciente até a padaria, passear no jardim, estar presente nas comemorações da família e de amigos, conversar e interagir.  

Lembre-se: é importante que a interação seja feito em lugares calmos. O barulho pode aumentar o nível de confusão, deixando a pessoa mais agitada ou confusa.  

Adaptar a casa 

A doença de Alzheimer pode fazer com que a pessoa tenha mais facilidade em cair, devido à perda de equilíbrio. Por isso, é importante que a casa seja adequada, sem objetos nos locais de passagem. Além disso, é importante: 

  • Manter a casa iluminada o tempo todo, especialmente durante a noite, deixando uma luz de presença no quarto 
  • Manter os espaços da casa sempre amplos. Para isso, é importante remover móveis, tapetes e objetos que possam atrapalhar a movimentação da pessoa, como vasos, mesas, etc. Além disso, é importante tomar cuidado com os fios dos eletrodomésticos. Opte por um piso antiderrapante, especialmente no banheiro 
  • Manter os objetos ao alcance da pessoa, especialmente os que são mais usados no dia a dia 
  • Instalar apoios e barras de segurança na casa, principalmente em locais de maior necessidade, como dentro do box. Além disso, o apoio de bengalas ou andadores são essenciais 
  • Optar por locais sem escada. Mas, se não for possível, é importante tomar o máximo de cuidado com os degraus. Procure instalar faixas antiderrapantes e pintá-las com cores chamativas, para que a pessoa perceba. Além disso, é indispensável o uso do corrimão.  

Ter cuidado ao conversar com a pessoa 

Muitas vezes a doença de Alzheimer faz com que a pessoa não consiga encontrar as palavras certas para se expressar. Faz também com que a pessoa tenha dificuldade de compreender o que está sendo dito. Por isso, é comum que a pessoa não entenda quando deve cumprir alguma ordem ou seguir alguma recomendação. Nesse caso, é extremamente manter a calma enquanto se comunica com ela. Para isso, você precisa: 

  • Estar próximo e olhar sempre nos olhos da pessoa. Dessa forma, fica mais fácil para a pessoa identificar que estão falando com ela 
  • Segurar a mão da pessoa. Isso demonstra paciência, carinho e compreensão 
  • Falar calmamente, pausadamente e com frases curtas 
  • Fazer gestos para explicar o que está dizendo. Com o auxílio visual, fica mais fácil para a pessoa te entender 
  • Usar sinônimos para ajudar na compreensão caso a pessoa tenha problemas para entender 
  • Ouvir o que a pessoa está dizendo, mesmo que seja algo que ela já disse diversas vezes. Ainda mais sabendo que é normal que ela repita as ideias e as perguntas 

Manter a pessoa segura 

Normalmente a pessoa que sofre com a doença de Alzheimer não consegue identificar os perigos e acaba por colocar sua própria vida e a de outras pessoas em risco. Sabendo disso, você pode: 

  • Colocar uma pulseira de identificação na pessoa contendo dados essenciais como nome, endereço e telefone de algum familiar ou amigo que esteja próximo e pronto para ajudar 
  • Informar aos vizinhos e conhecidos o estado do paciente e deixá-los cientes caso haja necessidade de ajuda 
  • Manter as portas e janelas da residência fechadas para evitar que a pessoa deixe sua casa sem um acompanhante  
  • Esconder as chaves da casa e do carro para que não haja perigos 
  • Manter os objetos perigosos escondidos, especialmente facas, tesouras, estiletes, etc. 

Cuidar da Higiene 

Conforme a doença vai progredindo, é comum que a pessoa precise de cada vez mais ajuda, inclusive para hábitos de higiene. Nesse caso, você deve ajudar no banho, na hora de se vestir, de pentear os cabelos, de escovar os dentes, etc… Isso é importante pois, além de esquecer de fazer, a pessoa com a doença de Alzheimer deixa de reconhecer a função dos objetos e como se faz cada tarefa. 

Portanto, é muito importante manter o paciente limpo e confortável, ajudando-o na realização das tarefas de higiene pessoal, mostrando com paciência como se faz para que ele possa repetir. Além disso, é muito importante envolver a pessoa nas tarefas, para que este momento não seja algo que cause confusão ou agressividade.  

O que fazer quando a pessoa está agressiva? 

É importante manter a calma. É preciso entender que a agressividade faz parte das características e sintomas da doença de Alzheimer e se manifesta através de ameaças verbais, violência fisica e destruição de objetos.  

A agressividade pode aparecer em diversos momentos diferentes. Pode ser porque a pessoa não compreende ordens, ou não consegue reconhecer onde está ou com quem está, além de sentir frustração por não conseguir ser independente. Nessas ocasiões, é preciso manter a calma e procurar: 

  • Não discutir nem gritar com a pessoa, pois isso pode deixá-la ainda mais nervosa. Você precisa se manter calmo para não desvalorizar a situação 
  • Não tocar na pessoa quando ela estiver agressiva. Isso pode piorar a situação 
  • Não demonstrar medo e nem ansiedade  
  • Evitar dar ordens, independente se são simples ou complexas 
  • Retirar de perto da pessoa objetos que possam ser atirados e que possam causar algum tipo de ferimento 
  • Mudar de assunto, tentar distrair a pessoa e incentivar que ela faça algo que gosta, como ouvir música, ler o jornal, comer alguma coisa… Isso pode fazer com que a pessoa esqueça do motivo que a deixou nervosa 

É importante lembrar que, normalmente, os momentos de agressividade são rápidos. Além disso, a pessoa não se recordará do acontecimento.  

https://www.tuasaude.com/como-cuidar-do-paciente-com-alzheimer/
https://www.minhavida.com.br/saude/temas/alzheimer