DIABETES, mas o que é isso mesmo?

Diabetes é uma doença que causa diversos sentimentos e um deles é o medo. E não é para menos, afinal, a ideia que muitas pessoas tem é a de que a doença vai causar complicações e limitações para a vida. Porém, esses problemas só ocorrem se não houver um bom acompanhamento periódico e não seguir o tratamento adequadamente.

A doença pode ser classificada, resumidamente, em dois tipos diferentes: o Diabetes Tipo 1 e o Tipo 2. Ambos estão relacionados ao metabolismo do açúcar no organismo, porém as causas são diferentes.

Diabetes é o nome dado à doença que surge quando a capacidade de controlar o açúcar no sangue não funciona corretamente, ou seja, não se consegue metabolizar essa substância que é a principal fonte de energia do nosso corpo. Em alguns casos a produção de insulina está insuficiente, porém nem sempre essa é a causa do diabetes, que pode ter relação com resistência periférica, obesidade ou até uma insulina de qualidade ruim.

Insulina é o hormônio produzido pelas células beta, localizadas no pâncreas. Sua função é permitir a entrada da glicose presente no sangue para o interior das células.

Quando ela está insuficiente ou o organismo tem dificuldade de utilizá-la, ocorre o que chamamos de hiperglicemia, que é o excesso de glicose no sangue, característica básica da doença.

Diferenças entre os Tipos 1 e 2 de Diabetes

Embora o Diabetes, no geral, esteja associado a fatores genéticos, seus tipos se diferenciam quanto à origem do problema.

A grande diferença está no seguinte fato: o Tipo 1 é o menos comum, sendo presente entre 5 a 10% dos casos e é uma doença autoimune, enquanto o Tipo 2 está ligado ao estilo de vida dos indivíduos (alimentação e sedentarismo), heranças genéticas, obesidade etc

Principalmente por essa diferença de causa da doença é que se evidencia, também, as diferenças de idade entre os acometidos. O Tipo 1 envolve pessoas mais jovens (crianças, adolescentes, adultos com menos de 35 anos de idade) e o Tipo 2 é mais comum em pessoas com idade maior que 40 anos. Porém tem aumentado o número do Tipo 2 em indivíduos mais jovens, a partir da adolescência, devido o aumento da obesidade e um estilo de vida ruim cada vez mais cedo.

Diabetes Tipo 1

Uma doença autoimune ocorre, em geral, quando as células de defesa do organismo atacam outras células de determinado órgão do corpo. A origem desse comportamento é desconhecida pela medicina, o que torna essas doenças sem cura, até esse momento. Porém, temos cada vez mais melhores tratamentos oferecendo ao paciente a possibilidade de conviver com o Diabetes sem desenvolver problemas ou complicações.

No caso do Tipo 1, a única forma de tratamento é através da insulina, que é aplicada diariamente, já que a produção desse hormônio no pâncreas é mínima e insuficiente para manter o estado metabólico e controlado da glicose no sangue.

Diabetes Tipo 2

O Tipo 2 pode ser controlado com medicamentos não insulínico e sempre com uma mudança do estilo de vida, que é fundamental. Nesses casos, a insulina continua sendo produzida pelo pâncreas, porém a resistência à ação desse hormônio impede o controle da glicose estabelecendo o diagnóstico de Diabetes.

Sintomas

Em ambos os casos, o Diabetes acarreta sintomas que podem indicar a suspeita sobre a existência da doença. Dentre eles, os mais frequentes são dores de cabeça, fadiga, sede excessiva, urinar muitas vezes, visão embaçada, perda de peso (no Tipo 1) e ganho de peso (no Tipo 2).

Vale destacar que no Diabetes Tipo 2 os sintomas são mais leves na fase inicial, o que pode atrasar o diagnóstico e causar problemas graves ao paciente.

Se não tratada corretamente, o Diabetes podem desencadear problemas mais graves, como a cetoacidose, a síndrome hiperosmolar hiperglicêmica, doenças cardiovasculares, neuropatias, insuficiência renal, catarata, retinopatia, problemas articulares, problemas graves nos pés, etc.

Por isso, é preciso encarar com rigor o tratamento. Em ambos, a adaptação a uma rotina de vida saudável é fundamental, afinal de contas, hábitos saudáveis são para todo mundo! Além disso, seguir as recomendações médicas, o uso correto das medicações, orais ou injetáveis, serão a receita de sucesso que garantirá um vida plena, sem complicações e com saúde. Sim, muita saúde, apesar do Diabetes!


Dr. Victor França de Almeida é médico especialista em Endocrinologia pela Universidade Federal da Bahia. Atua com instalação a adaptação de tecnologias para controle do Diabetes (bomba de insulina e monitorização contínua à distância). Trabalha com ênfase na área de Diabetologia e Medicina do Estilo de Vida buscando a individualização do tratamento através de novas tecnologias. Professor de pós-graduação em Endocrinologia (IPEMED) e consultor científico na área de Diabetes e Obesidade. Atuou como Coordenador do Ambulatório de Tratamento e Prevenção de Obesidade em rede hospitalar privada.
CRM: 22586BA

Constipação Intestinal: Será que tenho este sintoma?

Constipação intestinal é uma queixa muito frequente nos consultórios médicos. A dificuldade presente neste fato é definir o que é constipação. A dificuldade começa pelo termo: uns denominam como constipação intestinal e outros como obstipação. O importante é que este termo define um sintoma e não uma doença. Uma pessoa pode achar que tem constipação porque compara o seu ritmo intestinal com o de outra pessoa. Isto já se constitui em um equívoco que leva muitas pessoas a usarem laxantes, quando na realidade nem precisam. Portanto, uma definição individual tende a ser subjetiva.

Mas, afinal, o que é constipação intestinal?

Um paciente que procura ajuda por constipação pode queixar-se de fezes duras, fezes pequenas, mudança na forma das fezes, esforço para evacuar, sensação de evacuação incompleta ou evacuações não frequentes.

Em geral, admite-se como “normalidade” a frequência de evacuações de pelo menos três vezes por semana. Outras definições envolvem o peso das fezes, sua consistência e eliminação de pelo menos 80% de marcadores radiopacos após cinco dias ao estudo do tempo de trânsito, exame este disponível em alguns centros, mas que possibilita um diagnóstico mais preciso deste sintoma. Baseado então nestes parâmetros, diversas definições têm sido dadas, mas em geral, considera-se que se trata de uma condição crônica em que existe alteração na consistência e na frequência habitual das evacuações.

Uma vez definido se uma queixa de constipação merece investigação, deve-se partir para o encontro de sua causa para estabelecer o tratamento adequado. A constipação é consequente a um desequilíbrio entre as ondas que impulsionam e regulam o conteúdo intestinal.

Várias são as causas deste desequilíbrio podendo, de maneira didática, classificá-las em orgânicas, medicamentosas e funcionais.

As causas orgânicas são aquelas em que se diagnostica alguma alteração por meio de exames complementares. Podem ser alterações localizadas no próprio intestino, como extraintestinais.

As lesões do próprio intestino, que podem levar à constipação, são as neoplasias, as doenças diverticulares, as doenças orificiais (como hemorroidas, fissura anal), o retocele e a procidência do reto, sendo que nos três últimos casos podem ser consequências da constipação.

As disfunções da musculatura pélvica podem determinar a obstrução distal, que consiste numa defecação dificultosa ou mesmo impossível, levando a um prolongado e excessivo esforço, podendo contribuir para o aparecimento da úlcera solitária do reto, prolapso, retocele e hemorroidas. Dentre as alterações metabólicas podemos citar o diabetes, o hipotiroidismo, a insuficiência renal, entre outras.

Algumas mulheres são suscetíveis a alterações do ritmo intestinal, podendo piorar a constipação dependendo da fase do ciclo menstrual em que se encontram. Observam-se também alterações durante a gravidez ou na menopausa.

Dentre as neuropatias, podemos citar o megacólon congênito, que acomete crianças desde o nascimento. No Brasil ainda se encontram casos de dilatação do intestino grosso causado pela doença de Chagas. A esclerose múltipla, traumas na medula ou outras lesões do sistema nervoso podem estar relacionadas com o sintoma de constipação intestinal.

Na doença de Parkinson, que ocorre em pessoas mais idosas, há uma disfunção das contrações musculares. Assim, enquanto a musculatura ao redor do ânus relaxa, a musculatura abdominal, ao invés de contrair, também relaxa, sendo difícil que a defecação se complete.

A idade avançada não constitui fator etiológico bem definido, e acredita-se que a constipação ocorra no idoso por associação mais frequente com as afecções referidas anteriormente. A aterosclerose talvez seja fator predisponente para a constipação.

Outro fator relacionado à constipação é a ingestão de medicamentos. Dentre eles podemos citar os antiácidos, especialmente os que contêm alumínio e cálcio que levam ao endurecimento das fezes e, consequentemente, à diminuição do trânsito, assim como os sais de bismuto e ferro. Os hipotensores e alguns antiarrítmicos podem diminuir a contração intestinal. Os diuréticos podem provocar ressecamento das fezes. Os relaxantes musculares, os analgésicos, os antidepressivos e os anticonvulsivantes, quando ingeridos por muito tempo, podem diminuir as contrações propulsivas, tanto do intestino grosso, como do delgado.

O uso abusivo de laxantes pode levar progressivamente à constipação medicamentosa, especialmente os derivados chamados antraquinônicos (senne, aloé, cáscara sagrada, fenoftaleína). Eles atuam sobre a mucosa intestinal pela liberação de derivados antraquinônicos, que exercem efeito purgativo e estimulam o peristaltismo de intestino grosso, levando, com o tempo, ao vício e necessidade progressiva de doses cada vez maiores.

Quando nenhuma causa orgânica é encontrada e não são utilizados medicamentos que levam à constipação, diz-se que a causa é funcional. As principais causas de constipação são os hábitos e as causas psicogênicas.

Dentre os hábitos, podemos citar a dieta com poucas fibras e ingestão inadequada de líquidos. Além disso, o não atendimento ao desejo de evacuar, a falta de local adequado, a má postura durante a evacuação como ocorre em indivíduos acamados e a falta de exercícios são fatores que favorecem o estabelecimento de constipação funcional. Acredita-se que a presença de distúrbios psicológicos favoreça a constipação intestinal, mesmo quando não são usados antidepressivos.

Em geral, os indivíduos com certo grau de ansiedade podem apresentar este sintoma contínua ou intermitentemente.

Com estas reflexões expostas, deve-se ter em mente três pontos principais:

  • Algumas pessoas acham que tem constipação, pois não evacuam todos os dias. Isto não é verdade! A maioria das pessoas evacua todos os dias, o que não quer dizer que evacuar cada três dias ou três vezes ao dia seja anormal.
  • Algumas pessoas consideram que estão gordas porque seu intestino não funciona todos os dias. Isto também não é verdade! O aumento de peso que uma pessoa apresenta se ficar um dia sem evacuar é mínimo, em torno de 200 gramas. O risco destas pessoas é passar a fazer uso de laxantes e com o tempo apresentar constipação de difícil tratamento pelo uso abusivo destes medicamentos. Em casos mais graves, podem desenvolver o que chamamos de inércia do cólon, em que o intestino grosso não apresenta movimentos peristálticos mesmo com o uso de laxantes. Em casos mais graves, é necessária a cirurgia para retirada do cólon. Mas isto, felizmente, ainda não é frequente em nosso meio.
  • Finalmente, somos seres únicos e cada um de nós tem características individualizadas. Não se deve fazer uso de remédios sem antes passar por uma avaliação. O uso de medicamentos, mesmo os considerados naturais, pode determinar efeitos colaterais que com o tempo podem prejudicar o organismo. 

Para uma vida saudável e um bom funcionamento intestinal, experimente o que indicamos a seguir diariamente:

  • Tome dois litros de água;
  • Ingira duas colheres de sopa de farelo de trigo com iogurte, ou sucos ou frutas;
  • Coma um prato cheio de salada variada com legumes e folhas verdes;
  • Coma três frutas diferentes e aproveite as nozes, castanhas, grãos, feijões e frutas secas que, além das fibras, são fonte de proteína.

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Referências Bibliográficas
• Santos Junior JCM. Constipação Intestinal. Rev bras Coloproct 2005;25(1):79-93,2005
• Bassaly R, Hoyte L. Constipation: diagnosis and management. ACP Medicine. 2010;1-10


Dra. Maria José Femenias Vieira é médica desde 1979, especialista em Cirurgia Geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões. É Doutora em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com Pós-Graduação em Cirurgia do Aparelho Digestório. Médica do Serviço de Check-up do Hospital Alemão Oswaldo Cruz – São Paulo, exercendo atividades de prevenção do câncer coloretal. É Especialista em Administração de Empresas (CEAG) pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas – São Paulo, e Especialista em Psicossomática pelo Instituto Sedes Sapientiae – São Paulo. Fez parte do corpo docente, ministrando a disciplina “Aspectos Médicos do Fenômeno Psicossomático”.
CRM: 36525SP

Vamos falar sobre Hepatite C?

Seguindo nosso especial do mês de Julho, vamos conversar sobre Hepatite C?

O que é?

Hepatite C é uma doença viral que causa inflamação no fígado e é um dos três tipos mais comuns da hepatite viral. É uma doença silenciosa que raramente desperta sintomas. Na maioria das vezes, a pessoa não sabe que tem a doença e acaba descobrindo por acaso, através de algum exame de rotina ou durante uma doação de sangue. Pode aparecer também alguns sintomas de doença avançada no fígado, o que geralmente acontece décadas depois. 

O que causa a doença?

É causada pelo vírus C e sua transmissão ocorre por meio do contato com sangue contaminado. Isso pode acontecer por transfusão de sangue, acidentes com material contaminado ou por meio drogas injetáveis.

Quais são os sintomas?

Como vimos, a Hepatite C é uma doença silenciosa. Ela possui duas formas, a aguda e a crônica. A maioria das pessoas que está infectada com o vírus, possui a doença na sua forma crônica. Os seguintes sintomas podem aparecer: 

  • Dor abdominal 
  • Inchaço abdominal 
  • Sangramento no esôfago ou estômago
  • Urina escura
  • Fadiga
  • Febre
  • Coceira
  • Icterícia
  • Perda de apetite
  • Náusea e vômitos

Como funciona o tratamento?

É importante lembrar que nem todos os casos exigirão tratamento. Para saber, é preciso consultar o médico, que saberá informar se o caso exigirá terapia ou não. 

Nos casos em que o tratamento for necessário, a Hepatite C é trata com uma combinação de medicamentos antivirais que serão tomados ao longo de várias semanas. Para os casos mais avançados, um transplante é a opção mais viável. 

Hepatite C tem cura?

Sim! Com os tratamentos atuais, a cura da Hepatite C chega a 95%. Pode acontecer do tratamento não remover o vírus por completo, mas ele poderá reduzir a chance de doença hepática grave. Por isso, muitos médicos usam o termo “resposta virológica prolongada” em vez de “cura”.

E como prevenir a doença?

  • Não faça o uso de drogas ilícitas e não compartilhe seringas
  • Cuidado com piercings e tatuagens. Procure um local e um profissional de confiança. Aproveite para perguntar sobre a forma como a limpeza do equipamento é realizada e repare se os funcionários usam agulhas esterilizadas
  • Tenha seu próprio material de manicure
  • Sempre se proteja em relações sexuais, use preservativos! 

Você sabe o que é sarampo? Conheça mais sobre a doença que voltou para o Brasil!

O Brasil havia atingido algo espetacular em 2016: erradicar o sarampo. Porém, atualmente, três Estados brasileiros estão com surto ativo da doença: São Paulo, Pará e Rio de Janeiro. 

A situação mais crítica acontece em São Paulo. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou 458 casos em 25 municípios, a maioria (363) na capital. 

Mas você conhece a doença? 

O sarampo é uma doença contagiosa que aparece com febre e manchas no corpo. A transmissão é feita de pessoa a pessoa, por meio de secreções que são expelidas ao tossir, respirar ou falar. Ou seja: é de fácil contágio.

Sintomas

Os sintomas iniciais apresentados são:

  • Febre
  • Tosse persistente
  • Conjuntivite 
  • Coriza
  • Fotofobia

Do 2° ao 4° dia, os sintomas acabam se agravando. Além disso, surgem alguns outros sinais característicos da doença, como:

  • Manchas vermelhas (que não coçam)
  • Prostração, que é um estado de abatimento extremo, tanto físico como psicológico. 

As manchas avermelhadas duram aproximadamente três dias. Além de tudo isso, pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, diarreia, convulsões e lesões no sistema nervoso. 

Prevenção

A melhor e mais eficiente forma de prevenir o sarampo é com a vacina. As vacinas para o sarampo são dadas na infância. Deve ser aplicada no bebê de 1 ano e reforçada com a tetraviral, que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba.

É importante lembrar também que todo mundo que não tomou a vacina e todos aqueles que não têm certeza se já tomaram, precisam se vacinar. Pessoas de 10 a 29 anos que não tomaram a vacina quando crianças precisam receber duas doses da tríplice viral. Para pessoas de 30 a 49 anos, a dose é única. 

Ps: quem já teve a doença diagnosticada, não precisa se preocupar. Porém, é importante lembrar que existem outras doenças com sintomas parecidos com o sarampo. Portanto, se você não teve a doença diagnosticada, tome a vacina! 

Tratamento

Não existe um tratamento específico para a doença, o foco é na diminuição dos sintomas. Esse tratamento consiste em: 

  • Hidratação
  • Alimentação saudável
  • Suplementação de vitamina A
  • Repouso

É importante lembrar que sarampo pode matar. Se vacine!  

Vamos falar um pouquinho sobre Hepatite A?

Estamos em julho, o mês amarelo de conscientização, prevenção e controle das hepatites virais. O post de hoje é sobre a hepatite A. Vamos conversar um pouquinho?

O que é?

É uma inflamação no fígado causada por um vírus. Geralmente, é benigna e acaba evoluindo para a cura espontânea em mais de 90% dos casos. Além disso, tem um tratamento super simples que, se for seguido direitinho, certamente trará a cura da doença. 

Como é transmitido?

A Hepatite A é transmitida pela ingestão de água ou alimentos que estejam contaminados com material fecal. É mais comum que aconteça em locais sem saneamento básico, onde as pessoas acabam consumindo água sem um tratamento prévio. Além disso, existe um risco ao ingerir alimentos crus, lavados por água contaminada, além de comer marisco ou frutos do mar crus, de água poluída com esgoto.

Também tem o risco de transmissão decorrente da falta de higiene adequada após evacuar. Ocorre quando alguém infectado com o vírus manipula alimentos sem lavar as mãos após usar o banheiro.

Por esses motivos, a hepatite A é frequente em crianças, que muitas vezes não lavam bem as suas mãos após o uso do banheiro. Ao tocar em brinquedos ou materiais de outras crianças, acabam infectando, uma vez que é comum nessa idade levar objetos e mãos à boca. 

Quais são os sintomas da Hepatite A?

Os sinais e sintomas costumam aparecer entre 2 e 4 semanas após o contato com o vírus. Entre os principais sintomas, destacamos: 

  • Fadiga
  • Náusea e vômitos
  • Dor ou desconforto abdominal
  • Perda de apetite
  • Febre baixa
  • Urina escura
  • Dor muscular 
  • Amarelamento de pele e olhos

É comum que a doença dure menos de dois meses, mas pode perdurar até seis meses. Boa notícia: é raro apresentar uma forma grave 😀 

https://blog.docway.com.br/vamos-falar-um-pouco-sobre-hepatite-b/

Existe tratamento específico?

Ainda não. O próprio corpo acaba por eliminar o vírus da hepatite A. Porém, existem formas de acelerar a cura da doença. O tratamento é baseado no cuidado dos sintomas causados pela doença. Algumas dicas para te ajudar: 

Descanse: É normal se sentir cansado ou sem energia para cumprir tarefas simples. Esses sintomas podem perdurar por meses, por isso descanse bastante! 

Faça pequenos lanches durante o dia: A doença acaba provocando náuseas, mas é importante que você encontre formas de lidar com isso. Faça pequenos lanches ao longo do dia com alimentos leves e nutritivos. 

Dê um tempo ao fígado: O fígado é o mais prejudicado pela hepatite A. Por isso, evite medicamentos fortes que possam prejudicar o seu funcionamento. Evite também a ingestão de álcool. 

E como podemos prevenir a doença?

Fácil e rápido: com duas doses da vacina, uma inicial e um reforço após seis meses. Além disso, podemos tomar mais alguns cuidados como: 

  • Evitar carne e peixe crus ou mal cozidos
  • Ter cuidado com frutas e vegetais que possam ter sido lavadas com água contaminada
  • Não consumir frutas vendidas na rua

Vamos falar um pouco sobre Hepatite B?

Julho Amarelo é o mês de conscientização, prevenção e controle das hepatites virais. Vamos falar um pouco sobre a Hepatite B?

Hepatite B

Para começar, precisamos falar um pouco sobre as hepatites no geral. Elas causam uma degeneração do fígado por causas diversas, e as mais frequentes são causadas pelos vírus A, B e C, além do consumo de álcool ou outras substâncias tóxicas (como alguns remédios, por exemplo). 

As hepatites são: 

  • Hepatite A
  • Hepatite B
  • Hepatite C
  • Hepatite alcoólica
  • Hepatite medicamentosa
  • Hepatite autoimune. 

Hepatite B

A Hepatite B é causada pelo vírus B (HBV) que acarreta inflamação no fígado. É uma doença infecciosa e está presente no sangue, no esperma e no leite materno. É considerada uma infecção sexualmente transmissível. 

Tipos

Existem duas fases evolutivas da Hepatite B. São elas:

Fase Aguda: 

Essa fase pode durar até seis meses. O sistema imunológico do corpo é bastante capaz de se defender contra a hepatite B aguda, o que provavelmente fará com que você se recupere completamente dentro de seis meses. Outra notícia boa é que a maioria das pessoas adultas que se contaminam com esse vírus não desenvolvem sintomas nessa fase da doença.

Fase crônica: 

Essa fase pode durar anos ou a vida toda da pessoa que não conseguiu eliminar o vírus HBV nos seis meses iniciais da doença, ou seja, na fase aguda. Isso ocorre quando o sistema imunológico do paciente não consegue combater a infecção. Pode levar à cirrose do fígado e ao câncer de fígado. 

Causas

A hepatite B é causada pelo vírus B (HBV). Quando entra em contato com organismo humano, o vírus ataca as células do fígado, começando a se multiplicar. As formas de transmissão do vírus são: sexual, sanguínea e vertical (ou seja, de mãe para filho durante a gestação, parto e amamentação).

A hepatite B é considerada uma IST, infecção sexualmente transmissível, pois pode ser transmitida pelo contato com sêmen, saliva e secreções durante relação sexual desprotegida. 

Sintomas

Geralmente, os sintomas surgem cerca de 40 dias depois do contato com o vírus. Os principais são:

  • Dor abdominal
  • Urina escura
  • Febre
  • Dor nas articulações
  • Perda de apetite
  • Náusea e vômitos
  • Fraqueza e fadiga
  • Amarelamento da pele

Tratamento

Se você sabe que foi infectado pelo vírus VHB, contate imediatamente seu médico. Receber uma vacina contra a hepatite B e uma injeção de imunoglobulina em até 72 horas após o contágio, pode evitar que você desenvolva a doença.

Se a doença se instalar, é hora de cuidar para que ela não evolua para quadros mais graves. São cuidados diferentes nas duas fases. Vamos ver?

Fase aguda da Hepatite B:

Nessa fase inicial, não existe um tratamento específico. Você pode tomar medicamentos para reduzir quaisquer sintomas que possa se manifestar. 

Fase crônica da Hepatite B:

Nessa fase da doença, é preciso estabelecer um tratamento específico. 

  • Medicamentos antivirais: O seu médico recomendará o uso de medicamentos que impedirá que o vírus VHB cause maiores danos ao fígado. 
  • Nos casos mais avançados, pode ser necessária a realização de um transplante de fígado. 

A boa notícia é que o prognóstico para hepatite B aguda é animador! Em média, 99% dos pacientes diagnosticados se recuperam da doença. 

Dicas preciosas para se prevenir da gripe!

É possível passar pelo outono/inverno sem ficar gripado? É sim! E vamos te mostrar como.

Atire a primeira pedra quem nunca sentiu os sintomas da gripe chegando lentamente e tomando conta do nosso corpo. Basta chegar o inverno ou o outono para começarmos a sentir aquela dorzinha no corpo, nariz entupido, calafrios, febre, sono… Esse monte de sintomas chega de uma vez e derruba qualquer um. Ninguém merece isso, né? 

Existem algumas maneiras muito boas que nos ajudam a reduzir a probabilidade de ser infectado pela gripe. Precisamos reforçar que a principal delas é tomar a dose anual da vacina. Elas estão disponíveis nos postos de saúde. <3 

Mas existem ainda alguns outros passos que você pode tomar para manter a gripe longe do seu corpo! Vamos ver quais são?

Lavar as mãos com regularidade

Chegou em casa, no trabalho ou na escola? Lave as mãos. Já parou para pensar sobre a quantidade de lugares que você encosta sua mão ao longo do dia? Vamos te dar só alguns exemplos: maçanetas, barras do ônibus e do metrô, corrimões, botões de elevadores…. Ufa! E isso são só alguns exemplos… A gripe se espalha com facilidade. Então imagina qual a probabilidade de algum sujeito com gripe ter passado a mão nesses lugares antes de você, deixando o vírus nessas superfícies? Bem altas! Então, sempre lave as mãos. 

Ande com um gel antisséptico na bolsa 

Chegou no trabalho atrasado para a reunião com o chefe e não deu tempo de passar no banheiro para lavar a mão? Chegou cansado em casa e só quer deitar no sofá e descansar um pouco? Não tem problema! É só ter um potinho de álcool em gel por perto para manter sua mão livre de vírus e outras sujeiras. 

Mantenha os ambientes bem arejados

Deixe as portas e janelas da sua casa abertas durante o dia, pelo maior tempo possível. Especialmente nas épocas frias do ano, tendemos a deixar tudo fechado e próximos de outras pessoas, o que, é claro, aumenta muito o risco de contaminação da gripe! Ao deixar o ar circular o máximo de tempo possível, o risco de o vírus ser transmitido cai consideravelmente. 

As células de defesa do organismo precisam estar em forma para que tenham forças para combater a gripe

O seu sistema imunológico precisa estar forte e de prontidão para combater e rebater qualquer invasão. E como você pode fazer isso? Se alimentando bem, mantendo uma rotina ativa e regular de atividade física, comendo frutas, bebendo bastante água e tendo uma rotina de sono regular. 

E se ainda assim, com todos os cuidados, a gripe te pegar, não se preocupe: você pode contar com a Docway! <3 

Autismo: tudo o que você precisa saber sobre!

Hoje comemoramos o dia mundial da conscientização do autismo. É uma data muito importante e tem como principal objetivo compartilhar informação e conhecimento, para combater o preconceito e os estigmas que rondam a doença! 

Mas, você sabe o que é autismo? Vamos conhecer um pouquinho? 

O autismo é um problema psiquiátrico. É um transtorno de desenvolvimento que afeta as habilidades de comunicação e interação. Costuma ser identificado na infância, geralmente durante o primeiro e o terceiro ano de vida. Às vezes, é possível que alguns sinais iniciais apareçam já nos primeiros meses de vida.  

O autismo não compromete o desenvolvimento físico. Ele compromete o desenvolvimento social, o que causa dificuldades para desenvolver e firmar relações sociais ou afetivas, além de influenciar uma vivência em um mundo isolado.  

A doença possui grau de intensidade variada. Anteriormente, esse grau de intensidade era dividido em cinco categorias, entre elas a Síndrome de Asperger. Atualmente, tudo faz parte de uma única classificação, com diferentes graus de funcionalidade e possui o nome técnico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). 

Graus do TEA 

Como visto, atualmente o Transtorno do Espectro Autista é divido em 3 graus diferentes, sendo eles: 

Nível 3 – Severo 

Nesse nível, é apresentado um déficit considerado grave, necessitando de um suporte maior. As habilidades de comunicação verbal e não verbal são muito afetadas, ou seja, não conseguem se comunicar se não puderem contar com um suporte. Nesse caso, existe uma enorme dificuldade em desenvolver interações sociais. Além disso, apresentam uma grande dificuldade para mudar o foco ou as ações, uma enorme dificuldade em lidar com a mudança e uma inflexibilidade de comportamento. 

Nível 2 – Moderado  

Esse nível é bastante semelhante ao nível 3, mas com menor intensidade na parte de transtornos de comunicação. Apresentam uma limitação em dar início a interações sociais.  

Nível 1 – Leve  

Esse nível apresenta a menor necessidade de dependência, mas ainda é necessário receber um suporte! Pode apresentar alguma dificuldade para se comunicar, mas isso não impede interações sociais. Nesse caso, os maiores obstáculos à independência são os problemas apresentados para organização e planejamento.  

Causas 

É muito importante começar dizendo que não existe relação entre vacinas e autismo. Ou seja, é mentira que a vacina tríplice viral causa autismo, como foi amplamente divulgado no passado. Isso inclui também as crianças que são mais suscetíveis a desenvolver a doença.  

As causas do autismo ainda são desconhecidas, embora uma intensa pesquisa na área. Mesmo assim, existem alguns fatores que podem ser considerados de risco. São eles:  

  • Sexo: O autismo é de duas a quatro vezes mais frequente em meninos do que em meninas 
  • Predisposição genética 
  • Poluição 
  • Infecções como rubéola durante a gravidez.  
  • Contaminação por mercúrio  
  • Sensibilidade a vacinas 

E quais são os sintomas clássicos? 

O autismo pode ser diagnosticado em recém-nascidos. Os primeiros sinais costumam aparecer no primeiro ano de vida. Podemos alguns comportamentos de alerta, entre eles:  

Além disso, podemos citar: apatia, inquietação, transtorno de linguagem, movimentos repetitivos, agressividade, ansiedade e resistência a mudanças na rotina.  

Diagnóstico 

O diagnóstico do autismo é clínico e realizado por meio da observação e perguntas de histórico. Para tal, o médico utiliza o critério do Manual de Diagnostico e Estatística de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria. Segundo este manual, a criança poderá ser diagnosticada com autismo ao apresentar pelo menos seis dos sintomas clássicos do transtorno.  

Tratamento 

Infelizmente, não existe cura para o autismo. Porém, um programa de tratamento precoce, intensivo e apropriado melhora muito a qualidade de vida dos pequenos. O tratamento envolve diversos profissionais, como médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e pedagogos. Tudo isso tem como principal objetivo maximizar as habilidades sociais e comunicativas da criança, além de incentivar o máximo de independência possível, permitindo que ela possa realizar pequenas tarefas sozinha, como trocar de roupa, escovar os dentes, etc.  

Incontinência urinária: você sabe o que é?

Pessoa que sofre com incontinência urinária

Você sabia que a incontinência urinária é um problema comum? Além de ser, muitas vezes, muito constrangedor. Acontece que gera uma perda involuntária da urina pela uretra. É um problema de gravidade variada: às vezes, a pessoa não consegue segurar a urina ao fazer esforços como tossir ou espirrar. Às vezes, a vontade de urina é tão súbita e forte que não dá tempo de chegar ao banheiro.  

A doença atinge 10 milhões de brasileiros de todas as idades. O distúrbio é mais comum em mulheres, que representam mais da metade dos afetados. É um problema que pode atingir todas as faixas etárias, mas é mais comum na população idosa.  

O problema causa um impacto muito grande na qualidade de vida das pessoas. Além do constrangimento social, ainda existe o problema do mau cheiro. Fora isso, um dos grandes problemas é o impacto que ela causa, podendo tornar os pacientes deprimidos, que perdem suas relações sociais e familiares.  

Quais são os tipos?

Incontinência urinária de esforço 

Esse tipo acontece quando a pessoa acaba por não ter força muscular pélvica suficiente para reter a urina. Nesse caso, isso significa que o paciente terá uma perda de urina ao espirrar, tossir, rir, levantar algo, subir escadas, fazer atividades físicas, mudar de posição ou fazer qualquer atividade que exponha a bexiga à uma pressão ou estresse. Ela ocorre frequentemente em pessoas que tiveram algum tipo de lesão do esfíncter urinário.  

Incontinência urinária de urgência 

Esse tipo de incontinência urinária é caracterizado por um desejo de urinar que é tão forte que você não consegue chegar ao banheiro a tempo. Nesse caso, pode acontecer mesmo quando você tem apenas uma pequena quantidade de urina na sua bexiga. A síndrome da bexiga hiperativa é a principal causa da incontinência de urgência.  

Incontinência urinária por transbordamento 

Esse tipo acontece quando a bexiga está sempre cheia, o que provoca vazamentos. Também pode acontecer de a bexiga não se esvaziar por completo, o que causa o gotejamento.  

Incontinência urinária funcional 

A incontinência funcional acontece quando uma pessoa reconhece a necessidade de urinar, mas não consegue ir ao banheiro devido a alguma doença ou complicação que a impede de chegar ao banheiro por conta própria.  

Incontinência urinária mista 

Em alguns casos, os sintomas podem se misturar. Isso causa a incontinência mista.  

E quais são as causas? 

A causa deve ser investigada pelo médico da família. Porém, existem algumas bebidas, alimentos e medicamentos que podem atuar como diuréticos. Isso estimula a bexiga e aumenta o seu volume de urina. Esses são: 

  • Álcool 
  • Cafeína 
  • Chá com cafeína e café 
  • Refrigerantes 
  • Adoçantes artificiais 
  • Xarope de milho  
  • Alimentos que são ricos em especiarias e açúcar  
  • Alimentos muito ácidos e cítricos 
  • Uso de medicamentos para doenças cardíacas e pressão arterial 
  • Uso de sedativos e relaxantes musculares 
  • Grandes doses de vitaminas B ou C 

Além disso, a incontinência urinária pode também ser causada por uma condição médica facilmente tratável, tal como: 

  • Infecção do trato urinário 
  • Prisão de ventre 
  • Estresse emocional 

Pode ser também uma condição persistente causado por problemas físicos subjacentes ou alterações, que podem incluir:

  • Gravidez 
  • Parto  
  • Envelhecimento 
  • Menopausa 
  • Histerectomia 
  • Aumento da próstata  
  • Câncer de próstata 
  • Obstrução do trato urinário 
  • Distúrbios neurológicos, tais como esclerose múltipla, doença de Parkinson, AVC, tumor cerebral ou uma lesão da coluna vertebral.  

Fatores de risco 

Diversos podem ser os fatores de risco para incontinência urinária. Dentre eles, estão: 

  • Idade: a probabilidade de ter incontinência aumenta com a idade. De acordo com dados, cerca de 3 ou 4 em cada 10 mulheres na meia-idade e mais velhas relatam ter incontinência urinária. Já entre os homens, os dados são de entre 1 a 3 em cada 10 homens. 
  • Sexo: é, pelo menos, duas vezes mais comum em mulheres que em homens.  
  • Raça: mulheres brancas são mais propensas a ter incontinência urinária de esforço em comparação com mulheres afro-americanas e asiáticas.  
  • Obesidade: o peso extra aumenta a pressão sobre a bexiga e os músculos ao redor, o que os enfraquece.  
  • Outras doenças: doenças neurológicas ou diabetes podem aumentar o risco da incontinência.  

E quais são os sintomas? 

Os sintomas variam muito de acordo com o tipo da incontinência urinária. Vamos conhecer? 

Incontinência urinária de esforço 

  • Liberação involuntária de urina, especialmente ao tossir, espirrar ou rir 
  • Vazamento de uma pequena a moderada quantidade de urina  

Incontinência urinária de urgência 

  • Frequente e incontrolável necessidade de urinar 
  • Pode vazar uma quantidade de urina moderada a grave 

Incontinência urinária por transbordamento 

  • Vazamento de uma pequena quantidade de urina 
  • Jato urinário fraco 
  • Necessidade de se esforçar ao urinar e uma sensação de que a bexiga não está vazia 
  • Uma necessidade urgente de urinar muitas vezes durante a noite 
  • Vazamento de urina durante o sono  

Diagnósticos de incontinência urinária 

Para diagnosticar o problema, o médico provavelmente irá perguntar primeiro sobre os sintomas e histórico médico. Para isso, alguns exames podem ser pedidos, tais como: 

  • Exame de urina 
  • Diário da bexiga 
  • Medição residual pós-miccional 

Para saber mais: conheça os tratamentos, a prevenção e formas de conviver com a doença

Você sabe o que é fibromialgia? Conheça mais sobre a síndrome!

A síndrome, que ganhou mais destaque na mídia em 2017, quando a cantora Lady Gaga cancelou sua participação no festival de música Rock in Rio devido aos sintomas sentidos, afeta mulheres em sua grande maioria e ainda é uma incógnita, uma vez que ninguém sabe dizer quais as causas da doença.
A doença faz com que a pessoa sinta dores por todo o corpo durante longos períodos.

Você sabe o que é fibromialgia? A síndrome, que ganhou mais destaque na mídia em 2017, quando a cantora Lady Gaga cancelou sua participação no festival de música Rock in Rio devido aos sintomas sentidos, afeta mulheres em sua grande maioria e ainda é uma incógnita, uma vez que ninguém sabe dizer quais as causas da doença. Vamos conhecer um pouquinho mais? 

O que é fibromialgia?

Fibromialgia é uma síndrome comum, que faz com que a pessoa sinta dores por todo o corpo, durante períodos longos. Causa também sensibilidade nos músculos, nas articulações, nos tendões e em outros tecidos. Além de causar dor, a fibromialgia pode causar também fadiga, depressão, ansiedade, distúrbios do sono e também dores de cabeça.  

O que chama atenção sobre a síndrome é que, de cada 10 pacientes com fibromialgia, de sete a nove são mulheres. Apesar do número alto, ainda não é possível saber o que ocasiona esse fato. O que se sabe até agora é que não parece haver uma relação entre a síndrome e os hormônios, pois a fibromialgia afeta mulheres tanto antes quanto depois da menopausa.  

A idade mais comum para o aparecimento da síndrome é geralmente entre os 30 e 60 anos. Porém, existem exceções, com casos em pessoas mais velhas e também em crianças e adolescentes.  

Quais são as causas da doença?

Como dissemos ali em cima, ainda não se sabe exatamente as causas da síndrome e nem porque ela aparece predominantemente em mulheres. Ainda assim, existem vários fatores que frequentemente são associados a fibromialgia. Entre eles: 

  • Genética: Questões de genética estão ligadas ao aparecimento da síndrome. Ou seja, se alguém da sua família possui fibromialgia, é bem capaz que você possa desenvolver também. A síndrome é muito recorrente em pessoas da mesma família. 
  • Infecções: Uma das causas envolvidas no aparecimento da síndrome pode ser a aparição de infecções por vírus e doenças autoimunes.  
  • Doenças psicológicas: Ansiedade e depressão também podem estar ligados de alguma forma com a síndrome. Além disso, distúrbios de sono e sedentarismo também podem estar ligados. 
  • Trauma: A síndrome algumas vezes pode ser desencadeada por algum trauma físico. Além disso, o estresse psicológico também pode desencadear a condição. 

Além disso, alguns outros sintomas são bastante comuns, como por exemplo: 

  • Dormência e formigamento nas mãos e nos pés. 
  • Palpitações. 
  • Redução na capacidade de se exercitar. 
É preciso estar atento aos sintomas da fibromialgia

Existem fatores de risco?

Sim! Os médicos constantemente alertam para alguns fatores de risco que podem facilitar o surgimento da fibromialgia. Dentre eles: 

  • Sexo: Como visto, a síndrome é mais comum em mulheres do que em homens. A faixa etária de mulheres afetadas pela fibromialgia é entre 20 e 50 anos.  
  • Histórico familiar: Como a genética pode ser uma causa, é comum que a doença seja recorrente entre membros de uma mesma família. Isso é um indicativo claro de que talvez exista algum fator genético envolvido.  
  • Outros transtornos: Também é comum que pacientes que já tenham algum transtorno como artrite reumatoide ou lúpus tenham mais probabilidade de desenvolverem fibromialgia. 

E quais são os principais pontos de dor da síndrome?

Como visto, o principal sintoma da doença são as dores que o paciente enfrenta. Geralmente se apresentam nestes locais: 

  • Região da coluna cervical  
  • Coluna torácica  
  • Cotovelos 
  • Nádegas 
  • Bacia 
  • Joelhos 

É muito importante notar os pontos de dor, pois podem contribuir para o diagnóstico. 

Os pontos de dores pelo corpo podem ser um bom indicativo da doença

Como é feito o diagnóstico da síndrome?

O diagnóstico da fibromialgia é feito de forma clínica, por meio dos relatos contados pelo paciente e do exame físico. Para o diagnóstico, não existe teste laboratorial. Todavia, o médico pode solicitar exames de sangue para que outras doenças, com sintomas e características parecidos sejam descartadas entre os possíveis diagnósticos.  

Por não ter um teste laboratorial que defina o diagnóstico, é demorado detectar a síndrome.  

E como podemos tratar a fibromialgia?

É preciso saber que o tratamento da síndrome funciona melhor e é mais eficaz quando se alia medicamentos e cuidados pessoais que não necessitam de remédios. A fibromialgia também é uma doença sem cura e o foco do tratamento é evitar a incapacidade física, minimizar os sintomas e melhorar a saúde de modo geral. Com o tratamento certo, é possível ter o controle dos sintomas. Para isso, além do uso dos medicamentos indicados, deve envolver:  

  • Fisioterapia  
  • Exercícios e preparo físico 
  • Alívio de estresse. Deve incluir massagem leve e técnicas de relaxamento 
  • Terapia cognitivo comportamental 

Além disso, é preciso aliar outros tipos de comportamento para que o tratamento tenha ainda mais sucesso. Por exemplo: 

  • Aprender a lidar com pensamentos negativos 
  • Manter um diário com seus sintomas e dores 
  • Ter conhecimento sobre sua rotina e aprender a reconhecer quais são as atitudes que agravam os seus sintomas 
  • Praticar atividades agradáveis  
  • Estabelecer limites 
  • Buscar algum grupo de apoio 
  • Seguir uma dieta balanceada  
  • Evitar cafeína 
  • Manter uma boa rotina de descanso para melhorar a qualidade do sono 
  • Fazer sessões de acupuntura 

Como conviver melhor com a síndrome?

Além de não ter cura, a fibromialgia é uma síndrome de longa duração com picos na intensidade da dor. Porém, ao seguir o tratamento de maneira correta e tomando os cuidados necessários dentro de casa, no dia a dia, os sintomas tendem a melhorar.  Além disso, fazendo tudo certinho, a pessoa com a síndrome não perde sua capacidade funcional.  

Então, o que é preciso fazer para conviver melhor com a síndrome? Existem alguns passos e algumas medidas que você pode tomar durante o tratamento para ter uma melhora e conviver da melhor forma possível com a doença. Olha só: 

  • Tente reduzir ao máximo o estresse diário e tire um tempinho para você, para se acalmar e fazer o que você gosta 
  • Durma o suficiente para estar descansado no dia seguinte  
  • Faça exercícios regularmente  
  • Mantenha um mesmo ritmo de vida 
  • Mantenha um estilo de vida saudável 

Fontes: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/fibromialgia